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Vereador de BH é denunciado por oferecer emprego em troca de favor sexual

Alexandre Gomes (PSB) pode responder na Justiça por mensagens comprometedoras

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Parlamentar conseguiu vaga na Regional Noroeste e ainda completava salário "por fora", segundo promotor
Parlamentar conseguiu vaga na Regional Noroeste e ainda completava salário "por fora", segundo promotor

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o vereador Alexandre Gomes (PSB), de Belo Horizonte, por ofertar emprego público em troca de sexo. A ação, assinada pelo promotor Eduardo Nepomuceno, pede a condenação do parlamentar por improbidade administrativa - uso do cargo para obter vantagem.

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O documento a que a reportagem teve acesso aponta que o parlamentar e a mulher, M.C.C.B., trocavam mensagens de cunho sexual pelo Facebook para, em seguida, combinar a indicação ao cargo. Em algumas mensagens, por exemplo, o vereador pedia para que a mulher mostrasse os seios na webcam. O vereador ainda pagava cerca de R$ 400 por "fora", já que o salário de R$ 600 pelo emprego foi considerado insuficiente. A entrega era feita no próprio gabinete de vereador.

Alexandre Gomes a indicou para uma empresa terceirizada que presta serviços à Regional Noroeste da prefeitura. Em dezembro de 2011, o parlamentar afirma que "em janeiro você vem pra CMBH". Em depoimento ao MP, a mulher afirma que só "tinha interesse no dinheiro do vereador". De acordo com o promotor, a intenção não é discutir a vida pessoal do parlamentar, mas o uso da "máquina pública para satisfação de sua lascívia, oferecendo emprego público a fim de conquistar".


Segundo o promotor, a investigação de outra denúncia levou o MP ao caso. O caso foi denunciado pelo jornal Hoje em Dia nesta terça-feira (26), quando o vereador afirmou que se tratava de uma montagem da mulher. Eduardo Nepomuceno rejeita a afirmação.

— A investigação durou cerca de um ano. Ele próprio foi ouvido e não apresentou essa versão.

Em nota, Alexandre Gomes afirma que "a questão encontra-se em juízo, pendente de decisão judicial". O vereador acredita que não há "qualquer motivação para a ação proposta pelo Ministério Público, razão pela qual confio no não-acatamento da denúncia pela Justiça".

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