Anthony Garotinho, ex-governador do RJ, é preso pela PF

Político foi detido nesta manhã durante a operação Chequinho, que investiga crimes eleitorais

Garotinho foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Rio
Garotinho foi levado para a Superintendência da Polícia Federal no Rio Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho foi preso, na manhã desta quarta-feira (16), durante uma operação da Polícia Federal do Rio. A ação, chamada Chequinho, investiga o uso eleitoral do programa Cheque Cidadão e combate crimes eleitorais em Campos, no norte fluminense, onde ele é secretário de governo da prefeitura.

Segundo a PF, o mandado de prisão preventiva foi decretado pelo juiz Glaucenir Silva de Oliveira. Ele foi preso em um apartamento no Flamengo, na rua Senador Vergueiro, zona sul, e levado para a Superintendência da Polícia Federal no centro do Rio. A corporação informou ainda que ele deve ser transferido para Campos ainda nesta quarta.

A Operação Chequinho foi iniciada em outubro, para combater crimes eleitorais em Campos. Segundo as investigações da PF, dois vereadores eleitos no município estariam envolvidos no aliciamento de eleitores para obter votos em troca do benefício cheque cidadão.

De acordo com a PF, os envolvidos realizavam reuniões políticas domiciliares nos redutos eleitorais. Cabos eleitorais auxiliavam na busca por eleitores para participar das reuniões, nas quais eles conseguiam cópias dos documentos pessoais e incluíam essas pessoas no programa, sem passar pela avaliação de assistentes sociais. As investigações apontam que, muitas vezes, os cartões eram distribuídos e entregues nas residências dos eleitores pessoalmente pelos cabos eleitorais.

Com essa conduta dos investigados, o volume de benefícios subiu mais de 100%, segundo a PF, desde junho.

Em nota, o advogado de Garotinho, Fernando Augusto Fernandes, afirma que o decreto de prisão “vem na sequência de uma série de prisões ilegais decretadas por aquele juízo e suspensas por decisões liminares do Tribunal Superior Eleitoral. O advogado também disse que a prisão é “abusiva e ilegal e decorre de sua constante denúncia de abusos de maus tratos a pessoas presas ilegalmente naquela comarca.”

A defesa entrará com pedido de habeas corpus.