Após decreto de calamidade, Angra tem novos episódios violentos
Prefeitura decretou estado de emergência na segurança pública; equipes do Bope entraram em confronto com suspeitos e dois morreram na madrugada
Rio de Janeiro|Rayssa Motta, do R7*, com RecordTV

Após a Prefeitura de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, declarar estado de emergência na segurança pública no município, mais casos de violência ocorreram na madrugada desta sexta-feira (24) e motivaram a permanência de equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) na cidade.
No fim da noite de ontem, agentes do batalhão chegaram à comunidade para recuperar áreas dominadas pelo crime organizado. A região é considerada uma das mais violentas do município.
Segundo a PM, as equipes do grupamento especial da corporação avançaram pela região e os traficantes reagiram. Houve confronto.
Durante a ação, dois homens — identificados apenas como suspeitos — e dois policiais ficaram feridos. Os civis foram socorridos ao Hospital de Japuíba, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. Os militares foram feridos sem gravidade e não correm risco de morte.
Ainda de acordo com a polícia, foram apreendidos um fuzil Ak 47, seis granadas, um artefato explosivo caseiro, quatro rádios transmissores e 58 munições calibre 40. Além disso, três motos e três carros foram recuperados. O caso foi registrado na 166ª DP (Angra).
Mais cedo, equipes do Bope fizeram outra incursão no município. Desta vez, na comunidade do Frade. Os agentes vasculharam ruas e ocuparam pontos antes dominados pelo tráfico. Um homem foi preso depois de trocar tiros com os policiais e uma pistola e drogas foram apreendidas na ação.
No início desta semana, um tiroteio na mesma comunidade terminou com dois transformadores atingidos, deixando os moradores sem energia elétrica.
Estado de calamidade na segurança
Na última terça-feira (21), a Prefeitura de Angra dos Reis decretou estado de emergência na segurança pública do município e cobrou uma ação mais efetiva da Intervenção Federal na cidade.
O R7 entrou em contato com o Gabinete de Intervenção, mas, até o fechamento desta nota, não obteve retorno.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Odair Braz Jr.













