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Após mortes durante operação do Bope, oito escolas fecham na Maré

Ação do Bope na região começou depois que bandidos promoveram arrastão

Rio de Janeiro|Do R7

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Cerca de 400 agentes atuam nas favelas
Cerca de 400 agentes atuam nas favelas Severino Silva/Agência O Dia

Após a morte de oito pessoas durante ação do Bope (Batalhão de Operações Policias Especiais), no complexo da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, oito escolas da região suspenderam as aulas, nesta terça-feira (25). De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as escolas atendem cerca de 6.400 alunos.

Ainda de acordo com a secretaria, três escolas que resolveram funcionar normalmente tiveram uma frequência baixa.


Ao menos cinco criminosos foram mortos na ação do Bope, desde a noite de segunda-feira (24) até as 11h desta terça. A ação foi iniciada após um grupo de traficantes das comunidades da região aproveitar um protesto que ocorria próximo à avenida Brasil para fazer um arrastão. Um sargento do batalhão, identificado como Ednelson Jerônimo dos Santos, de 42 anos, e dois moradores também morreram. Seis pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Geral de Bonsucesso. Cerca de 400 agentes atuam nas favelas.

Todos os acessos ao complexo pela avenida Brasil foram bloqueados desde o início da operação, que atravessou a madrugada. Um carro blindado e um helicóptero foram acionados para dar apoio à ação.


A incursão policial começou por volta das 20h30 de segunda, quando o primeiro grupo de agentes entrou na Nova Holanda, uma das favelas do complexo. O arrastão havia ocorrido cerca de duas horas antes. Segundo a corporação, 23 suspeitos foram detidos, mas apenas três ficaram presos. De acordo com a Polícia Civil, o restante não teve o crime especificado pela PM.

Para despistar os policiais, bandidos incendiaram uma moto em uma das ruas da comunidade. O fogo atingiu parte da fiação elétrica.

A ação dos bandidos começou no início da noite, quando um bando assaltou pedestres e lojistas da região e tentou fechar a avenida Brasil. Houve correria. Integrantes da Força Nacional, que montaram bases móveis na favela durante a Copa das Confederações e permanecerão para a Jornada Mundial da Juventude, tentaram usar balas de borracha contra os suspeitos, que revidaram com pedras e artefatos explosivos.

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