Logo R7.com
RecordPlus

Cabral unifica investigação sobre protestos e diz que vândalos têm influência de organizações internacionais

Apesar dos sucessivos protestos no Leblon, governador diz que não sairá do bairro

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Vândalos com rosto coberto incendiaram lixeiras para montar barricadas contra a PM
Vândalos com rosto coberto incendiaram lixeiras para montar barricadas contra a PM MARCOS DE PAULA/ESTADÃO CONTEÚDO

Dois dias após vândalos quebrarem agências bancárias e saquearem lojas, após manifestação no Leblon, zona sul do Rio, o governador Sérgio Cabral anunciou, na manhã desta sexta-feira (19), a criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas. O objetivo, segundo ele, é unificar as ocorrências registradas pela polícia. O Ministério Público dará auxílio às investigações.

— Temos o dever de dar essa resposta de maneira unificada, coesa, coordenada entre o Ministério Público e as forças de segurança pública. A polícia tem feito um excelente trabalho de investigação, mas a comissão tem a função de unificar esse trabalho. Quando unifica, dá maior eficácia ao trabalho.


Bairro onde o governador vive com a família, o Leblon, tem sido palco de sucessivas manifestações. Alguns moradores, inclusive, pedem que ele se mude ao Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Estado. Cabral, porém, nem cogita a possibilidade.

— Optei por continuar no bairro onde já morava. Além disso, o palácio está passando por restauração nesse momento, pois está em situação precária. Portanto, permaneço onde moro.


Sérgio Cabral disse ainda que a ação de vândalos pela cidade vem sendo coordenada por organizações internacionais. Segundo o governador, a vasta rede de comunicação proporcionada pela internet tem facilitado a influência.

— Temos nesses atos de vandalismo a presença de organizações internacionais. A internet permite nível de comunicação que não se tinha no passado. sabemos que há organizações internacionais estimulando o vandalismo. Já tivemos, no Brasil, manifestações no passado. Sabemos que pode haver confronto, mas o que está acontecendo atingiu um outro nível.


Visita do papa

Sérgio Cabral não se mostrou preocupado com a ameaça de protestos durante a visita do papa Francisco ao Rio de Janeiro, na próxima semana, durante a Jornada Mundial da Juventude. Após confirmar que receberá o pontífice segunda-feira (22) no Palácio Guanabara, ao lado da presidente Dilma Rousseff, Cabral disse que atos de vandalismo não terão vez frente ao esquema de segurança e aos milhares de peregrinos esperados na cidade.

— Confirmo a visita do papa no Palácio (Guababara), com a Dilma, o Michel Temer (vice-presidente) e outras autoridades. Tenho certeza que todos receberão o papa de braços abertos. O clima será de fraternidade, amor e carinho. Se vândalos tentarem prejudicar os eventos, não o farão. Não só pela presença da segurança na cidade, mas também pelo calor humano da população.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.