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Caso Amarildo: “Espero que PMs sejam homens para dizer o que fizeram dos restos mortais”, diz viúva

O advogado da família, João Tancredo, diz que corpo foi retirado da Rocinha pelo Bope

Rio de Janeiro|Do R7

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Elizabeth cobra condenação dos policiais envolvidos na morte
Elizabeth cobra condenação dos policiais envolvidos na morte

Elizabeth Gomes da Silva, viúva de Amarildo e uma das testemunhas de acusação na audiência que acontece nesta quinta-feira (20) no Tribunal de Justiça do Rio, disse à imprensa, durante um intervalo da sessão, que espera que os réus confessem o crime.

— Eles sabem que foram eles que mataram. A resposta tem que vir da boca deles. Eu espero que eles sejam homens para dizer o que fizeram dos restos mortais do meu marido.


Elizabeth contou que não foi autorizada a acompanhar a audiência de instrução e julgamento. Ela está em uma sala junto com outras testemunhas que esperam para ser ouvidas. A sessão será suspensa no fim da noite desta quinta e será retomada no dia 12 de março.

O advogado da família de Amarildo, João Tancredo, afirmou que o Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) teve participação no sumiço do corpo.


—Pessoas da comunidade me contaram que Amarildo foi tirado da comunidade em um carro do Bope, durante uma operação irregular.

Vinte e cinco policiais da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha respondem por tortura com morte como resultado e ocultação de cadáver. Entre os réus está o major Édson Santos, que, na época do crime, comandava a UPP.


O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Rivaldo Barbosa, foi o primeiro a depor como testemunha de acusação. Ele disse que os réus tentaram responsabilizar pelo crime pessoas não envolvidas no desaparecimento.

— A ação dos policiais foi manobra ardilosa para imputar a terceiros a tortura contra Amarildo.

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