Chacina de Costa Barros: Justiça volta a mandar prender PMs acusados de fuzilar carro com 5 jovens
Juiz decretou nova prisão preventiva após PMs ficarem soltos por pouco mais de um mês
Rio de Janeiro|Do R7

Os policiais militares acusados de fuzilar o carro onde estavam cinco jovens em Costa Barros, zona norte do Rio de Janeiro, voltaram a ser presos neste mês após ganharem a liberdade em junho passado, quando o STJ (Superior Tribunal de Justiça) concedeu habeas corpus aos quatros agentes. Antes de serem soltos, eles estavam presos desde novembro de 2015, quando o crime aconteceu, em unidade prisional da PM em Niterói.
O juiz Daniel Werneck Cotta, da 2ª Vara Criminal, determinou em 3 de agosto a prisão preventiva (ao menos até o final do julgamento) do cabo Fábio Pizza, do sargento Márcio Darcy e dos policiais Antônio Carlos Gonçalves e Thiago Resende a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro. Eles eram lotados no 41º BPM (Irajá).
Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos, Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos, Cleiton Corrêa de Souza, de 18 anos, Carlos Eduardo da Silva de Souza, de 16 anos, e Roberto de Souza Penha, de 16 anos, tiveram os corpos atingidos, ao todo, por 30 disparos, segundo o IML (Instituto Médico Legal).
Os quatro PMs foram acusados pelo Ministério Público por cinco homicídios qualificados, duas tentativa de homicídios qualificados, fraude processual modificando a cena do crime e posse de arma com numeração adulterada.
Relembre o caso
Os cinco jovens morreram após terem o carro alvejado pelos policiais, quando voltavam do Parque de Madureira, zona norte. Entre as vítimas, estavam dois eram menores de idade.
Em depoimento na época do crime, uma testemunha afirmou que os policiais sorriram após o fuzilamento. A testemunha afirmou aos investigadores, em depoimento, que conhecia os jovens e que nenhum deles estava armado.
De acordo com a testemunha, Júnior, que dirigia o Palio branco em que os jovens estavam, obedeceu a ordem de parada dos PMs. Após encostar o carro, os jovens teriam erguido os braços, sendo que um deles chegou a tirar o corpo para fora da janela com as mãos para cima.
Segundo o diretor do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), Sérgio William, nenhum disparo partiu do Palio branco onde estavam os jovens.
— Não foram encontrados vestígios, nada que indique que houve disparo de dentro para fora do veículo [em que estavam os jovens].















