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Rio de Janeiro

Cinegrafista foi atingido por rojão lançado por manifestante, diz polícia

Investigadores descartam que explosivo tenha partido de agentes da PM

Do R7

Policiais fizeram testes e descobriram que artefato que feriu o cinegrafista foi um "rojão treme terra"
Policiais fizeram testes e descobriram que artefato que feriu o cinegrafista foi um "rojão treme terra" Reprodução / Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou na tarde desta sexta (7) que o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido por um rojão, conhecido popularmente como treme terra, e que o artefato partiu de um manifestante. O suspeito ainda não foi identificado. O caso aconteceu durante confronto entre PMs e manifestantes na região da Central do Brasil, na quinta-feira (6), em protesto contra o aumento da passagem de ônibus para R$ 3.  

O inspetor da Core (coordenadoria de Recursos Especiais) Elington Cacella e o delegado titular da 17ª DP, Maurício Luciano, descartaram que o explosivo tenha sido lançado por um PM, porque a corporação não faz uso desse tipo de artefato.

Outro incídio que leva a polícia a crer que o explosivo teria partido de manifestante é o fato de a PM ter apreendido explosivos semelhantes em outras manifestações. Segundo a polícia, esse tipo de explosivo pode ser comprado livremente.

Investigadores analisam fotos, vídeos e imagens de circuito interno para identificar o responsável, que pode pegar até 35 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado, uso de explosivo e crime de explosão. Uma perícia foi realizada no local nesta sexta e fragmentos foram recolhidos. 

O estado de saúde do cinegrafista da Band, atingido na cabeça, é grave. Ele está sedado no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) se manifestou sobre o assunto e disse que "repudia ataques como esses a jornalistas. Em 2013, 114 profissionais foram feridos em todo o país durante a cobertura de protestos. É preocupante que 2014 comece com três casos de violência contra jornalistas. Se faz necessária uma apuração célere do ocorrido para que procedimentos sejam revistos e para que o Estado proteja a liberdade de expressão, a liberdade de informação e o jornalista".

Chamado para depoimentos

A jornalista da Band Fernanda Correia, que acompanhava o cinegrafista Santiago Andrade, prestará depoimento à polícia assim como o comandante da PM que atuou na repressão ao protesto.

A Polícia Civil pediu que testemunhas — jornalistas, manifestantes e pedestres — compareçam à 17ª DP (São Cristóvão) para auxiliar na identificação do suspeito.

Larissa Kurka, do R7

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