Logo R7.com
RecordPlus

Crime da Lagoa: Justiça do Rio nega liberdade a primeiro menor apreendido 

Três adolescentes suspeitos de participação no crime prestam depoimento no Fórum de Olaria

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News
Médico foi esfaqueado quando pedalava na Lagoa
Médico foi esfaqueado quando pedalava na Lagoa

A Justiça negou, nesta quarta-feira (17), o pedido de liberdade feito pela defesa do primeiro menor apreendido por suspeita de envolvimento na morte do médico Jaime Gold, na Lagoa, zona sul do Rio, no dia 19 de maio. A assessoria de imprensa do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) confirmou a informação, mas não deu detalhes da decisão porque o caso está sob sigilo.

Os três adolescentes suspeitos de participação no crime estão sendo ouvidos na Vara da Infância e da Juventude, no Fórum de Olaria, zona norte do Rio, nesta tarde.


Ao todo, 16 pessoas devem prestar depoimento durante a audiência. Entre as testemunhas de acusação estão a delegada Patricia Aguiar, que comandou as investigações, e o frentista que viu o médico ser morto.

Já a delegada Monique Vidal, da 14ª DP, moradores da comunidade de Manguinhos e Rodrigo Mondego, advogado que participou por um dia da defesa do segundo adolescente apreendido no caso, serão ouvidos como testemunhas de defesa.


No fim desta audiência, a Justiça pode definir a sentença do caso. Se não houver uma decisão hoje, a defesa do primeiro menor apreeendido pode fazer um novo pedido de liberdade. O jovem nega participação no crime.

Entenda o caso


O médico Jaime Gold, de 57 anos, foi esfaqueado quando pedalava na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio, no dia 19 de maio. Segundo testemunhas, o médico foi atacado por dois menores, que roubaram a bicicleta dele. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, um adolescente de 16 anos foi apreendido e apontado pela polícia como o autor do crime. Ele negou participação no caso em depoimento à Justiça. No último dia 28, outro adolescente, de 15 anos, também foi apreendido. O segundo jovem teria admitido que participou da ação, mas atribuiu o crime ao primeiro menor apreendido.


Na ocasião, a delegada da Divisão de Homicídios Patrícia Aguiar reiterou que o autor do crime foi o primeiro menor apreendido pela Polícia Civil. De acordo com ela, o segundo menor foi responsável por jogar a arma do crime no rio Maracanã, na zona norte do Rio.

No dia 2 deste mês, um terceiro menor se entregou à polícia do Rio e assumiu participação na morte do médico. Com isso, o caso teve uma reviravolta. Até então, a delegada Patrícia considerava o crime esclarecido.

A titular da Delegacia do Leblon (14ª DP), Monique Vidal, fez declarações polêmicas que levantaram dúvidas sobre a apreensão dos dois primeiros menores suspeitos. Pelas redes sociais, a delegada disse que a testemunha citada na investigação garantiu que um dos suspeitos do crime seria branco. No entanto, os dois menores apreendidos são negros.

Assista ao vídeo

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.