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Delegado e perito criminal são presos por esquema de extorsão que arrecadava até R$ 300 mil

Ambos são investigados por comandar quadrilha que atuava desde 2012

Rio de Janeiro|Do R7

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Um delegado e um perito criminal investigados por esquema de propina foram detidos nesta terça-feira (31). Fernando Reis e José Alvernaz, lotados na DPMA (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente), são suspeitos de extorquir dinheiro de empresários. Durante a manhã desta quarta-feira (1º), os agentes realizam buscas a fim de cumprir um mandado de prisão pendente para o policial civil José Luiz Fernandes Alves, que está foragido.

De acordo com o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), as investigações apontam que os três arrecadaram dinheiro ilícito desde 2012. Por meio de delação premiada, uma denúncia indicou que o delegado Fernando Reis comandava a quadrilha e José Luiz era o seu braço direito. Coordenado pelo titular, ele administrava o esquema de forma direta.


Os integrantes das equipes de investigação que participavam dos procedimentos eram chamados Fênix. Enquanto isso, José Alvernaz forjava laudos periciais que atestavam crimes ambientais inexistentes. Assim, as vítimas eram ameaçadas de prisão em flagrante ou de instauração de investigação.

Segundo o Ministério Público, os suspeitos praticavam até sequestros para pressionar os donos das empresas a ceder às extorsões, que chegavam a R$ 300 mil. Eles ainda recebiam, de forma regular, uma propina que deveria ser paga até o dia 10 de cada mês. De acordo com o porte da companhia que sofria o golpe, o valor poderia variar de R$ 500 a R$ 6.000.


Os membros das equipes Fênix sempre iam até a sede de alguma empresa para investigar uma denúncia anônima sobre a prática de crime ambiental. Encontrando ou não alguma irregularidade, eles pressionavam o responsável pelo local a efetuar os pagamentos indevidos.

Fernando Reis e José Luiz trabalham em conjunto há 19 anos na Polícia Civil. O MPRJ informou que, inicialmente, Fernando comandou o esquema do DGPE (Departamento Geral de Polícia Especializada) e, depois, como delegado do DPMA. Os denunciados vão responder por organização criminosa, extorsão, extorsão mediante sequestro e concussão.

Agentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público e da SSINTE/SESEG (Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança), com o apoio da Coinpol (Corregedoria Geral Unificada e da Corregedoria Interna da Polícia Civil), também participam da operação. Em uma outra etapa, no dia 24 de março, um policial civil e mais duas pessoas foram presas por participação no mesmo esquema.

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