Denúcias de casos trabalho escravo triplicam no RJ; Quase 90 pessoas foram resgatadas em 2015

Estado ocupa 3º lugar no ranking nacional de trabalhadores libertos de situação de escravidão

De acordo com o MPT (Ministério Público do Trabalho), o número de denúncias de casos de trabalho escravo no Estado triplicou nos últimos quatro anos. Em 2012, foram recebidas 45 denúncias e realizadas 20 investigações, já em 2015, o número subiu para 123 denúncias e 57 investigações. No último ano, 87 pessoas foram libertas, cerca de 70 apenas na capital fluminense. O rio de Janeiro ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de trabalhadores resgatados.

A procuradora do trabalho Guadalupe Couto, titular no Rio de Janeiro da Conaete (Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo) do MPT, afirmou que muitos são da área da construção civil e também imigrantes chineses explorados em pastelarias e lanchonetes no Rio.

Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (28), em evento na SRTE (Superintendência do Trabalho e Emprego), em homenagem ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

De acordo com o MTPS (Ministério do Trabalho e Previdência Social), R$ 700 mil em indenizações foram pagos após irregularidades encontradas em 21 operações em 43 estabelecimentos no Rio de Janeiro em 2015.

Na última segunda-feira (25) O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) resgatou trabalhadores chineses em situação de escravidão no Rio de Janeiro. A ação foi a sétima fase da Operação Yulin, que desde 2013 tem fiscalizado pastelarias onde chineses eram mantidos em condições precárias e de escravidão, alojados nos próprios estabelecimentos e cumprindo jornadas exaustivas de trabalho.