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Deputado quer CPI para investigar suposto envolvimento de líder do Afroreggae com Playboy

José Junior publicou foto com o traficante na internet após entrevista a revista

Rio de Janeiro|Do R7

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Em foto publicada em sua página no Facebook, José Júnior diz que intermediou entrevista de traficante para revista
Em foto publicada em sua página no Facebook, José Júnior diz que intermediou entrevista de traficante para revista

O deputado estadual Paulo Ramos (Psol) pediu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar suposta ligação de José Júnior, líder do Afroreggae, com o traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy. No último domingo (8), o líder da ONG publicou uma foto com o traficante mais procurado do Estado e disse ter intermediado entrevista que Playboy deu à revista Veja.

A reportagem afirma que a entrevista foi intermediada por um ex-comparsa de Playboy que hoje trabalha na ONG. Segundo o deputado, ao postar a foto na internet, “José Júnior assumiu a condição de ex-comparsa, que deixou o crime e hoje trabalha no Afroreggae — na verdade, ele coordena o Afroreggae. Ele assumiu”. O R7 procurou José Junior, mas até a publicação desta reportagem não havia conseguido contato.


Playboy disse à publicação que está pensando em se entregar à polícia. Segundo Júnior, o traficante teria procurado a ONG e os dois tiveram uma “conversa longa”, a qual foi registrada em vídeo e na entrevista publicada pela revista. Júnior disse ainda que chegou a opinar sobre o futuro de Playboy, mas que a decisão era somente do criminoso.

Em nota publicada em seu site, Ramos afirmou que marcou audiência com o procurador-geral de Justiça para saber “se ele [José Júnior] tem autoridade, tem poderes, tem competência para fazer essa mediação”. O deputado diz também que tenta marcar um encontro com o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, com a mesma finalidade.

Por ser o traficante mais procurado do Estado, o Disque-Denúncia aumentou a recompensa por informações que levem à sua prisão por duas vezes. O valor atual é de R$ 50 mil. Playboy é apontado por liderar a maior quadrilha de roubo de cargas no Rio de Janeiro. Contra ele há 22 mandados de prisão, a maioria por roubo e homicídio. Playboy também tem anotações por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

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