Dois suspeitos de estupro coletivo no Rio são transferidos para presídio em Bangu
Lucas e Raí irão para Bangu 10 e Raphael Belo continuará na Cidade da Polícia para depor
Rio de Janeiro|Do R7

Lucas Perdomo Duarte do Santos e Raí de Souza são transferidos para o Complexo Presidiário de Gericinó, em Bangu, zona oeste da capital, na tarde desta quinta-feira (2). O diretor do Departamento de Delegacias Especializadas do Rio, Ronaldo Oliveira, autorizou a transferência dos suspeitos de participação no estupro coletivo contra uma jovem de 16 anos.
Ambos foram presos na última segunda feira (30) e ficaram encarcerados na Cidade da Polícia, no Jacaré, zona norte do Rio.
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Também está preso no local um terceiro acusado, Raphael Duarte Belo, que se entregou na manhã desta quarta-feira (1º). Ele ainda continuará na unidade para prestar mais esclarecimentos. A transferência foi autorizada pela Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), responsável pela investigação. Na manhã desta quinta-feira, a presidente do inquérito, Cristiana Oronato Bento, estava nas ruas em diligências sobre o caso.
A saída do Rio da vítima estaria prejudicando a apuração do caso. Segundo a delegada, nos depoimentos, a vítima não se refere a alguns suspeitos como estupradores. Entre eles, Lucas e Raí.
— As versões (da vítima e dos acusados) são muito desencontradas. Não posso mais ouvir a jovem. Isso dificulta as coisas. Novas informações chegaram e eu não tenho como esclarecê-las com ela.
Lucas, jogador de futebol, foi preso porque estaria perto do local do crime, no Morro da Barão, e acompanhou a vítima em um baile funk antes da agressão sexual. Sem a acareação, ele pode ser solto. Raí está preso porque as imagens divulgadas nas redes sociais foram filmadas por seu celular.
O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, afirmou que a jovem estava ameaçada de morte e correria risco se ficasse no Rio.
— Não há garantia de que conseguiríamos dar a proteção adequada se ficasse no Rio. A menina estava ameaçada, com medo. A ida (para fora do Estado) não quer dizer que ela não possa colaborar com as investigações —, afirmou Melo, para quem a Defensoria Pública, que atende a vítima, tem como fazer o contato entre ela e os investigadores. A jovem foi incluída no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.















