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Em estado de calamidade, Nova Iguaçu tem 2.000 desabrigados e 1 desaparecido

De acordo com prefeito Nelson Bornier, 30% da cidade ficou alagada

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Brasil

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Cerca de 30% da cidade ficou alagada, estimou o prefeito
Cerca de 30% da cidade ficou alagada, estimou o prefeito

As chuvas que atingiram principalmente a região metropolitana do Rio desde a noite de terça-feira (10) deixaram cerca de 2.000 pessoas desabrigadas e desalojadas e uma desparecida no município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um dos mais afetados pela enchente. Aproximadamente 30% da cidade registra inundação, segundo estimativa do prefeito, Nelson Bornier, que sobrevoou a região no início da tarde desta quarta-feira (11) e decidiu decretar estado de calamidade pública.

A maior parte dos desabrigados e desalojados, de acordo com ele, está sendo acolhida em igrejas evangélicas e católicas.


— Fomos surpreendidos com este temporal, que inundou os quatro cantos da cidade. Estamos com o município alagado em diversos bairros. Estamos recebendo a ajuda da população, que está respondendo às necessidades com donativos, roupas, colchonetes e cestas básicas. Estamos trabalhando para dar o apoio necessário a essas famílias e retornamos o mais rápido possível à normalidade.

No bairro Rodilândia, moradores e bombeiros ainda tentam localizar o pedreiro Martinho da Silva, de 50 anos, que caiu e desapareceu no rio, à margem da Via Dutra. Ele foi arrastado pela correnteza.


O prefeito está em contato com o governo do Estado, que já destinou máquinas e equipamentos para ajudar as equipes de resgates e limpeza. Bornier informou ainda que vai solicitar auxílio ao Ministério da Integração Nacional, para que libere recursos que possibilitem reconstruir a infraestrutura da cidade, principalmente a malha viária, que teve o asfalto bastante danificado, e a recolocação da rede de drenagem, em muitos locais arrancada pela correnteza. Ele declarou que ainda não é possível estimar o valor do prejuízo.

A Rodovia Presidente Dutra, que corta o município e liga Rio de Janeiro a São Paulo, chegou a ficar totalmente interrompida pela água, em um trecho próximo ao bairro de Austin. Ao longo da via, empresas tiveram seus depósitos e pátios de estacionamento inundados, causando um grande prejuízo. Bornier disse esperar que a concessionária da rodovia, a Nova Dutra, invista mais para evitar enchentes em determinadas áreas.


— Ela não se preocupa com o seu deságue. Fica a cargo de cada município. Ela deveria se preocupar como um todo, não é só fazer uma rodovia sem que se preocupe também com o deságue em cada bairro com que ela vai se encontrando em sua extensão.

A empresa CCR Nova Dutra informou, por meio de sua assessoria, que não se pronunciaria sobre a declaração do prefeito.

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