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Greve de garis entra no 6º dia com proposta de suspensão de demissões

Movimento volta a se reunir nesta quinta para discutir rumos da paralisação

Rio de Janeiro|Do R7

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Rio de Janeiro teve coleta de lixo prejudicada com paralisação de garis
Rio de Janeiro teve coleta de lixo prejudicada com paralisação de garis

O grupo de garis do Rio de Janeiro que decidiu paralisar por um maior reajuste salarial deve voltar a se reunir nesta quinta (6) para discutir os rumos da greve. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro intermediou negociação dos trabalhadores grevistas com a prefeitura, que aceitou suspender as demissões, caso os trabalhadores retornem nesta quinta a seus turnos.

A proposta dos grevistas incluía, além da suspensão da demissão dos cerca de 300 garis que receberam carta da Comlurb, reajuste salarial acima dos termos firmados entre sindicato e prefeitura. Entretanto, como a prefeitura não aceitou o aumento salarial proposto, os garis decidiram manter o movimento, segundo Alexandre Pais, gari que integra o movimento.


Enquanto isso, a cidade do Rio de Janeiro pós-Carnaval continua a sofrer com o lixo que se acumula nas ruas. Na pressa para limpar o aterro do Flamengo, garis que não aderiram à greve saíram na quarta (5) sem luvas ou botas — equipamentos fundamentais para garantir a segurança e a saúde deles. No centro, um cinegrafista amador gravou garis sendo escoltados por guardas e PMs a fim de garantir a coleta de lixo.

O vice-presidente do Sindicato dos Empregados em Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, Antônio Carlos Silva, disse que trabalhadores que decidiram paralisar chegaram a "sabotar" a coleta de lixo, despejando lixo na avenida Presidente Vargas.


Enquanto o movimento composto por dissidentes do sindicato estima que cerca de mil trabalhadores aderiram à greve, o sindicato minimiza a situação e estima a adesão em cerca de 200 homens.

O acordo do sindicato prevê aumento do piso salarial de R$ 802,51 para R$ 874,79. Com o complemento de 40% de insalubridade, a remuneração chega a R$ 1.224,72. Já os grevistas exigem que o piso suba para R$ 1.200, mais os 40% de insalubridade.


Lojistas da Saara (Sociedade de Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências) arregaçaram as mangas e decidiram recolher o lixo por conta própria. De acordo com Ênio Bittencourt, presidente da Saara, maior shopping center a céu aberto do Estado, todas as 11 ruas da região ficaram limpas após o trabalho dos funcionários.

Assista ao vídeo:

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