Logo R7.com
RecordPlus

Hospital Pedro Ernesto paralisa cirurgias nesta segunda em protesto contra crise no centro de saúde

Segundo assessoria do hospital, atividades serão retomadas na terça-feira

Rio de Janeiro|Do R7

  • Google News

O Hupe (Hospital Universitário Pedro Ernesto) não realizou cirurgias nesta segunda-feira (20). De acordo com a assessoria de imprensa do hospital, nenhuma cirurgia foi marcada par ao dia de hoje para não colocar em risco a saúde de nenhum paciente. Na terça (21), as atividades serão retomadas.

O ato é em apoio à paralisação geral das atividades da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e aos funcionários que tiveram os salários parcelados.


Segundo o Sinmed-RJ (Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro), a iniciativa se deve à crise financeira do Estado e ao descumprimento por parte do governo em repassar recursos necessários para que o hospital funcionasse de forma adequada conforme determinou a Justiça.

Para o presidente do SinMed/RJ, Jorge Darze, a paralisação é em resposta ao desrespeito do governo estadual com os servidores.


— É inadmissível pensar que um hospital universitário do porte do Pedro Ernesto possa estar ameaçado de fechamento. O hospital é referência no atendimento de muitas doenças, inclusive de transplante de órgãos. Portanto, hoje, saber que a crise é grave e coloca em risco o funcionamento dessa unidade é crime de lesa-humanidade. Essa paralisação é uma resposta que os servidores estão dando à falta de respeito do governo estadual com essa importante instituição.

Governo do RJ decreta estado de calamidade


O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, decretou, na última sexta-feira (17), estado de calamidade pública no Rio de Janeiro. A medida foi divulgada em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o governo, a crise impede o Estado de "honrar com seus compromissos para realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

"Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", diz o decreto publicado na sexta.


Ainda de acordo com o decreto, "as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

Especialistas em administração pública e economia preevem que, a partir desta semana, uma "chuva de ações judiciais" chegue a tribunais para tentar anular o decreto de calamidade pública do governo do Rio de Janeiro. Entidades de classe, como o SinMed/RJ (Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro), já preparam medidas judiciais para questionar a constitucionalidade do decreto que autoriza a "racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.