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Jovem de 16 anos morre durante protesto no Alemão

Moradores denunciam o abuso de policiais que permanecem ocupando suas casas

Rio de Janeiro|Do R7

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A manifestação, que começou pacífica, terminou com a morte de um adolescente
A manifestação, que começou pacífica, terminou com a morte de um adolescente

Durante um protesto que lembrava a morte de um adolescente de 13 anos e reivindicava paz para o Complexo do Alemão, zona norte do Rio, mais um jovem foi morto. Um morador que estava no ato informou que durante o movimento, um pequeno grupo teria começado a agir com violência, jogando pedras e latas nos policiais que faziam o acompanhamento da manifestação. A polícia então teria reagido com truculência, jogando bombas de efeito moral e balas de borracha para dispersar a multidão.

A polícia informou que traficantes teriam atacado os agentes da UPP que estavam no ato e uma troca de tiros teria se iniciado. Segundo a corporação, teria sido neste momento que um jovem de 16 anos,Felipe Farais Gomes, teria sido atingido. Segundo uma moradora, o rapaz estava voltando do trabalho, quando teria entrado no protesto, ela disse também que não se pode perceber de onde partiu o tiro que acertou o manifestante.


Felipe foi encaminhado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da região e depois foi transferido para o Hospital Salgado Filho, no Méier. No entanto, o jovem não resistiu aos ferimentos e faleceu após dar entrada na unidade de saúde.

Rotina de violência


Quem vive no Complexo do Alemão tem enfrentado dias de medo na comunidade desde janeiro deste ano. Policiais militares da UPP Nova Brasília invadiram casas de moradores para fazer de base para os enfrentamentos com os criminosos. Em uma auditoria realizada na sede da Defensoria Pública, em Marechal Câmara, zona norte do Rio, o tenente coronel Marcos (subcomandante das UPPs) garantiu que os agentes deixariam as residências após a instalação de uma torre de vigilância na região do largo do Sambanda nesta semana. No entanto, moradores ainda relatam que convivem com policiais em suas casas.

— Nem com recomendação judicial, eles saíram das casas — informou um morador.


Outra senhora que vivia na comunidade afirmou que preferiu sair de sua casa própria para ir morar de aluguel em outro lugar. Ela também teve a sua residência invadida, mas, agora já foi desocupado. No entanto, ela disse que outros vizinhos continuam a conviver com a presença de agentes da UPP de Nova Brasília em seus imóveis.

— A situação está insustentável. Prefiro pagar aluguel e viver tranquila eu e meus coroas, eles são idosos e merecem uma vida melhor. Já que não saíam da minha laje, eu saí — afirmou.

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