Navio abandonado é saqueado e afunda parcialmente na baía de Guanabara
Nesta quarta será iniciado o transbordo de todo o óleo combustível do cargueiro
Rio de Janeiro|Do R7, com RJ no Ar
Um navio abandonado na baía de Guanabara afundou parcialmente e pode despejar cerca de 400 toneladas de óleo contaminado no mar. A embarcação Angra Star encalhou perto do porto, do lado da ponte Rio-Niterói.
Em reunião de emergência nesta quarta (18) do Gabinete de Crise da Baía de Guanabara – integrado por Capitania dos Portos, Secretaria de Estado do Ambiente, Instituto Estadual do Ambiente, Transpetro e Companhia Docas do Rio de Janeiro –, foram definidas medidas para solucionar o encalhe do navio-cargueiro. As iniciativas serão divulgadas na tarde desta quarta.
O navio tem sido desmontado e saqueado por piratas e pescadores que invadem a embarcação para retirar peças fundamentais na flutuação do navio. Entre os materiais saqueados, está a caixa de mar - peça de bronze com alto valor no mercado e que impede a entrada de água no navio.
Por meio de nota, a Capitania do Portos do Rio informou que, ao tomar conhecimento do encalhe do navio Angra Star na área do porto, notificou o dono e pediu a remoção da embarcação. Diante da inércia do proprietário, a Marinha disse que acionou um programa de emergência para solucionar o problema.
Já o Inea (Instututo Estadual do Ambiente) informou em nota que "está monitorando a situação do cargueiro Angra Star, da empresa Frota Oceânica e Amazônica S/A, e que se encontra encalhado na Baía de Guanabara. Não há risco de afundamento porque a área tem pouca profundidade. A empresa será notificada a retirar todo o óleo combustível, lubrificante e resíduos oleosos num prazo de 24 horas. Outras providências devem ser decididas em reunião na Capitania dos Portos".
No início da noite de terça (17), o Inea com apoio da Transpetro fez cerco com boias de contenção ao navio. A Capitania dos Portos e a Polícia Militar manterão o local sob vigilância até esta quarta-feira (18), pela manhã, quando será iniciado o transbordo de todo o óleo combustível, lubrificantes e resíduos oleosos da embarcação.
O navio é utilizado para o transporte de contêineres e cargas secas. Ainda nesta quarta serão iniciados os procedimentos para a flutuação, posterior desencalhe e retirada do navio do local com a ajuda da Transpetro.
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