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Ocupação da Maré: forças de segurança têm mandado coletivo de busca e apreensão

Beltrame diz que mandado não é para entrar na casa dos moradores

Rio de Janeiro|Do R7

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Beltrame diz que Exército vai ocupar Maré em curtíssimo prazo
Beltrame diz que Exército vai ocupar Maré em curtíssimo prazo

As forças de segurança ocuparam neste domingo (30) o Complexo da Maré, na zona norte do Rio. A ação foi pacífica e durou cerca de 15 minutos. Durante os próximos dias, a polícia cumprirá um mandado de busca e apreensão coletivo nas 16 comunidades que fazem parte do conjunto.

Durante entrevista coletiva na manhã deste domingo, o secretário de Segurança José Mariano Beltrame explicou que o mandado coletivo não é para a polícia entrar em todas as casas das comunidades, mas para áreas específicas onde há suspeita de tráfico.


— Esse mandado é para áreas onde as polícias têm possibilidade de encontrar equipamentos, não é entrar na casa das pessoas e revistar toda aquela área. São regiões, ruas, lugares onde poderia ter algum equipamento do tráfico.

Beltrame afirmou que um efetivo de 1.500 homens atuou durante a operação. O secretário definiu essa fase como “estabilização”, uma preparação do terreno para a entrada do Exército, que, segundo ele, deve acontecer em “curtíssimo prazo”.


De acordo com o secretário, uma reunião esta semana com o Ministério da Defesa deve definir a data que o Exército vai ocupar o complexo. Ele afirmou que as forças do Estado vão deixar o local, mas um grupo de PMs vão continuar em uma base para auxiliar o Exército.

Segundo a Secretaria de Segurança, 118 pessoas foram detidas, entre elas uma namorada do traficante Menor P, preso na última quarta-feira (26) e um gerente do tráfico da Maré.


Ativistas alertam moradores da Maré sobre direitos e abusos policiais

Pedro Fernandes, secretário de Assistência Social, falou que vai se reunir esta semana com as lideranças comunitárias da Maré para saber as necessidades dos moradores.

— Vamos estabelecer prioridades, saber das angústias da comunidade. Vamos ter um ponto de partida das questões básicas. A gente chegou à conclusão de que identificação civil, cursos profissionalizantes, atividades extraclasse com projetos esportivos, questão de limpeza urbana, conservação... Essas questões básicas a gente precisa, e vamos dar uma resposta imediata à população.

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