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Rio de Janeiro

Operações e ataques à UPP provocam confrontos em cinco comunidades do Rio nesta sexta (10)

Incidência de tiros em favelas pacificadas está crescendo, aponta levantamento de aplicativo 

Do R7

Em oito meses, Fogo Cruzado registrou quase 3 mil tiroteios
Em oito meses, Fogo Cruzado registrou quase 3 mil tiroteios Divulgação

Moradores de, pelo menos, cinco comunidades com presença de UPPs (Unidade de Polícia Pacificadora) foram acordados pelo barulho dos tiros na manhã desta sexta-feira (10). Há relatos de troca de tiros no Complexo do Alemão, zona norte, nas comunidades Fallet e Fogueteiro, centro, na Vila Kennedy, zona oeste, no morro Dona Marta e no Pavão-Pavãozinho, ambos na zona sul. Até o momento, não há informação sobre feridos em nenhuma das comunidades.

De acordo com o comando da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), os confrontos no Pavão-Pavãozinho e na Vila Kennedy foram provocados por ataques de criminosos à policiais das unidades. Até o momento, ninguém foi preso.

No Dona Marta, em Botafogo, os moradores relataram em redes sociais terem ouvido barulho de tiros. Informação que, ainda, não foi confirmada pela polícia.

As comunidades do Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, foram alvos de uma operação do BAC (Batalhão de Ação de Cães) e do BPChq (Batalhão de Polícia de Choque), nesta manhã. De acordo com informações de moradores, os policiais pediram para entrara em algumas casas para fazer varreduras.

Na página do Jornal Voz das Comunidades, que atende as favelas do Complexo do Alemão, moradores relataram uma intensa troca de tiros, que teria começado a partir das 10h. Segundo o comando da UPP, policiais e criminosos entraram em confronto na rua Joaquim de Queiroz.

Desde o início de fevereiro, a ocorrência de tiros no Alemão tem sido frequente. De acordo com o aplicativo Fogo Cruzado, que registra a ocorrência de disparos no Grande Rio, a comunidade foi a segunda região com maior número de notificações, no mês de fevereiro. No período, segundo o levantamento do aplicativo, quatro pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

Fogo Cruzado

Desde o lançamento do aplicativo, em junho de 2016, já foram registrados mais de 2.900 notificações de troca de tiros. Os números apontam que a zona norte do Rio, a Baixada Fluminense e o município de São Gonçalo, são as regiões que apresentam o índice de violência mais alto.

A cidade mais violenta, segundo o balanço de fevereiro, é São Gonçalo, que registrou 29 notificações de disparos, com 23 vítimas fatais e mais nove feridos. Em segundo lugar, em número de notificações, está a área do Complexo do Alemão com 22 registros de tiros.

A cidade de Nova Iguaçu ocupa a terceira posição com 18 tiroteios registrados, porém aparece em primeiro quando com relação ao número de mortos: foram 28 vítimas fatais, no mês passado.

Outro número que chama atenção é a incidência de tiroteios ou disparos de arma de fogo em regiões com UPPs. De acordo com informações da imprensa e da Polícia Militar, ao menos 17 favelas com UPP registraram troca de tiros entre janeiro e fevereiro deste ano. Foram, no mínimo 40 ocorrências.

As 17 favelas com UPP que registraram tiroteios/disparos de arma de fogo no mês de janeiro foram: Complexo do Alemão, Caju, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus, Fallet, Jacarezinho, Complexo do Lins, Mangueira, Morro dos Cabritos, Morro dos Prazeres, Providência, Salgueiro, Vila Kennedy, e Complexo da Penha (Morro da Fé, Vila Cruzeiro e Parque Proletário). 

Veja a reportagem: 

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