Prefeitura cadastra famílias que viviam na favela do Metrô para aluguel social
Processo de demolição da comunidade deve durar um mês
Rio de Janeiro|Do R7

Iniciada na última terça-feira (7) pela Prefeitura do Rio e a Subprefeitura da zona norte, a operação de derrubada das da favela Metrô-Mangueira, na Mangueira, zona norte do Rio, gerou protestos de moradores que são contra a remoção. Nesta quinta-feira (9), representantes da Secretaria Municipal de Habitação e da subprefeitura se reuniram com a Defensoria Pública, OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e os moradores que ocuparam os imóveis para realizar o cadastramento das famílias que estavam no local até o início da operação de demolição. Segundo a prefeitura, estas famílias terão direito a receber o aluguel social até a entrega de imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida.
O reassentamento da região foi iniciado em 2010, quando, segundo a prefeitura, 662 famílias ganharam imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida e foram reassentadas para os condomínios Mangueira I e Mangueira II, próximo à comunidade do Metrô. De acordo com o governo municipal, o processo foi concluído em dezembro de 2013, quando as últimas famílias receberam imóveis no Bairro Carioca, em Triagem,também na zona norte.
A área deve dar lugar ao Polo Automotivo Mangueira, que deve concentrar atividades comerciais e serviços de mecânica e, de acordo com a Secretaria de Habitação, atividades que incentivem a geração de trabalho e renda para os moradores da região. Também será construído um parque linear com ciclovia, parque infantil, academia para a terceira idade e pista de skate. A construção deve começar em um mês, quando todo o escombro das demolições for removido.
Pela manhã, a circulação do metrô no trecho entre Triagem e São Cristóvão, na zona norte do Rio, ficou interrompida por cerca de 10 minutos por falta de energia. Segundo a concessionária Metrô Rio, por volta das 8h10, a energia foi suspensa por causa de objetos jogados na linha da composição pelos moradores da favela do Metrô, na estação do Maracanã. O policiamento foi reforçado na região para evitar novos protestos.















