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Rio: PM acusa policiais civis de negar socorro após ser baleado em tentativa de assalto na zona oeste

Ele teria pedido ajuda em delegacia mas agentes teriam se recusado a levá-lo ao hospital

Rio de Janeiro|Do R7

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PM estava à paisana quando sofreu tentativa de assalto em Sulacap
PM estava à paisana quando sofreu tentativa de assalto em Sulacap

Um PM acusa policiais civis de omissão de socorro, após ele ser baleado em uma tentativa de assalto no bairro de Sulacap, na quarta-feira (13). Leonardo Ferreira de Andrade estava à paisana dirigindo pelo bairro quando três bandidos chegaram em um carro preto anunciando o roubo. Em um áudio, ele pede ajuda de colegas da Polícia Militar e explica que está sendo levado para o Hospital Estadual Albert Schweitzer. O agente comenta que teve o socorro negado por policiais da delegacia de Realengo (33ª DP).

— Eu entrei na 33, o cara me falou que não podia me socorrer. Por que não pode me socorrer na viatura?


Em uma outra gravação, um PM comenta o caso, dizendo que uma testemunha ajudou o rapaz e dirigiu seu carro até a delegacia. Lá, a vítima iria pedir que usassem uma viatura para levá-lo ao hospital, já que com o giroflex (dispositivo de alerta usado no teto do veículo) seria mais rápido passar pelo trânsito. Segundo ele, a pessoa que presenciou toda a situação também afirmou que o socorro foi negado.

Quando Leonardo foi abordado pelos criminosos, ele ficou com receio de ter a identidade descoberta, reagiu e foi baleado. Entretanto, a vítima conseguiu atingir dois homens. Em um áudio, ele explica que os três assaltantes estavam armados e que houve confronto.


Wesley Júnior Ferreira de Souza e um outro homem foram presos. Um terceiro suspeito, menor de idade, foi baleado na cabeça e acabou morrendo. A polícia também apreendeu duas pistolas.

A chefia da Polícia Civil do Rio determinou que sejam apuradas as circunstâncias do caso. E, se houve algum desvio de conduta, que os policiais civis ou o PM sejam punidos.


Todos os feridos foram socorridos no Hospital Albert Schweitzer. Posteriormente, Leonardo foi transferido para um hospital da Polícia Militar. Seu estado de saúde é estável e ele deve ser liberado em breve.

Os agentes da Civil alegaram que acompanharam o policial em uma viatura até o hospital e que um outro carro foi até o local para realizar as prisões .


A vítima também teria pedido reforço da PM, o que não teria acontecido. Ele teria solicitado uma outra viatura para encontrá-lo no meio do caminho, em Realengo, e levá-lo ao hospital. 

Veja o vídeo:

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