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Rio: protesto contra o governo reúne 100 mil manifestantes em Copacabana, estima batalhão policial

Ato foi marcado por famosos e um ultraleve com a faixa "não vai ter golpe"

Rio de Janeiro|Do R7

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Manifestantes foram a Copacabana para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff
Manifestantes foram a Copacabana para pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff

Cerca de 100 mil manifestantes protestaram contra o governo federal neste domingo (13) na orla de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, segundo estimativa do comando do 19º Batalhão da Polícia Militar. Já integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), organizadores do protesto, estimam público de mais de 1 milhão de pessoas. O ato foi marcado pelo apoio ao juiz Sérgio Moro e à operação Lava Jato, participação de famosos, como Suzana Vieira, hostilização de apoiadores da presidente Dilma Rousseff e o sobrevoo de um ultraleve com a faixa "não vai ter golpe".

A faixa continha a inscrição "não vai ter golpe", em referência ao movimento pelo impeachment da presidente. Os manifestantes reagiram e gritaram que a aeronave "vai cair". O ultraleve com a faixa sobrevoou a orla ao menos duas vezes.


Três manifestantes pró-Dilma foram hostilizados por volta das 14h na orla de Copacabana. Os três, que vestiam camisas vermelhas, foram ameaçados de agressão por manifestantes presentes no protesto contra o governo federal. A Polícia Militar precisou intervir e encaminhou as duas mulheres e o rapaz à delegacia da região. Em outra ocorrência, um homem foi conduzido para averiguação na 13ª DP por portar na mochila duas máscaras de gás, cordas, correntes e um extintor de incêndio. Ele foi liberado depois de prestar esclarecimentos. Sem nota fiscal, o material foi apreendido.

Um grupo de atores com camisetas do juiz Sérgio Moro e a inscrição #morobloco também compareceu ao ato. Entre eles, estavam presentes Susana Vieira, Marcelo Serrado e Márcio Garcia.


O comando do 19º Batalhão de Polícia Militar estimou que cerca de 100 mil pessoas participaram da manifestação. Entretanto, a corporação informou que não divulgará estimativa oficial, o que não é feito há um ano, segundo a assessoria de imprensa. O ato deste domingo teve maior adesão em relação ao anterior, em 13 de dezembro. O protesto foi pacífico e contou com policiamento de 365 PMs. A manifestação caminhou do posto 5 no sentido da praia do Leme, onde o policiamento também foi reforçado.

Com roupas verde-amarelas, os manifestantes exibiram cartazes em apoio às investigações da operação Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro. No dia 4 de março, decisão de Moro para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse conduzido coercitivamente para depor na sede da Polícia Federal no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, recebeu críticas de juristas e movimentos sociais.


Alguns exibiram bonecos Pixuleco e um manifestante com máscara do Lula e roupa de presidiário, com uma bola de ferro, compareceu ao protesto. Usada em outros atos, uma faixa grande, com a inscrição impeachment, foi estendida sobre os manifestantes na orla carioca. Outros levaram panelas.

Manifestantes recolhem assinaturas para a PEC 412 que pede a autonomia administrativa e funcional da Polícia Federal.


Apoio a Dilma em Laranjeiras

Representantes da Frente Brasil Popular, grupo proposto por partidos e sindicatos, se reuniram na tarde de hoje na praça São Salvador em Laranjeiras (zona sul), para, segundo as palavras do coletivo, defender a democracia. O grupo apoia a permanência da presidente Dilma no governo. Uma assembleia discute a crise política e a organização de uma manifestação, que deve acontecer no dia 18 deste mês na praça 15, a favor do governo Dilma.

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