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RJ: símbolo de protestos nas escolas, Mendes é desocupado e chefe de gabinete deixa secretaria

Alunos anunciaram que podem ocupar sede da Seeduc se não houver acordo

Rio de Janeiro|Do R7, com Agência Estado

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Alunos anunciaram desocupação na manhã desta segunda (16)
Alunos anunciaram desocupação na manhã desta segunda (16)

Os alunos do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, primeiro ocupado no Rio de Janeiro, anunciaram na manhã desta segunda-feira (16) que vão desocupar a escola, na Ilha do Governador, zona norte do Rio.

A ação foi anunciada pela organização do movimento #OcupaMendes após avanço nas negociações entre eles, a Seeduc (Secretaria de Estado de Educação) e a Defensoria Pública.


Os alunos tiveram as principais demandas atendidas pela Seeduc, como eleição direta para escolha do diretor das unidades de ensino e o fim do Saerj (Sistema de Avaliação da Educação do Estado do Rio de Janeiro).

No acordo com a secretaria, ficou acertado um calendário de visitas às escolas ocupadas para levantar pautas específicas a serem atendidas. Cada colégio vai elaborar um documento com as demandas e receberá verba no valor de R$ 15 mil para realização de obras emergenciais.


O Mendes de Moraes foi a primeira escola a ser ocupada por alunos, no dia 21 de março. Segundo os estudantes, 83 unidades de ensino estão ocupadas no Estado.

Os estudantes alegaram que vão continuar lutando pelas outras escolas, apesar de a maioria das demandas da unidade ter sido atendidas.


Bate-boca e exoneração

Durante a coletiva de imprensa, realizada manhã desta manhã no auditório do colégio, houve uma confusão entre o chefe de gabinete da Seeduc, Caio Castro Lima, e uma professora. Após a discussão, Lima saiu da unidade sob protestos de estudantes.


Após a confusão, Lima anunciou, em sua página em uma rede social, que pediu exoneração. Segundo ele, uma professora o teria chamado de fascista e a confusão começou após ele mandar ela se calar. Inconformados, os alunos o chamaram de machista por ter gritado com uma mulher.

“Diante dos fatos e da irresponsabilidade com a qual muitos lidam com o movimento de ocupações, opto por não mais fazer parte desse trabalho. Fui à escola assinar um acordo para que as aulas retornassem, com respeito. Fui totalmente desrespeitado por aqueles que não querem a paz tampouco a solução do problema”, disse a nota publicada na rede social.

Segundo Annie Caroline, aluna do terceiro ano que faz parte da ocupação, os alunos vão seguir, na tarde de hoje, para a secretaria para saber o que será feito em relação ao acordo firmado entre o chefe do gabinete e o movimento. Segundo ela, nenhuma das propostas acordadas foi publicada no Diário Oficial e, com a saída de Lima, eles temem que a pasta não cumpra com os acordos.

A estudante disse ainda que os alunos podem ocupar a sede da Seeduc, caso não haja nenhuma proposta. Os alunos afirmam também que não sentem mais representação na Pasta, já que o único que dialogava com o grupo era Lima.

Em nota, a Seeduc informou que "lamenta que um excelente profissional, de toda a confiança do secretário, tenha sido agredido e insultado durante suas atividades de trabalho. Desde o início das ocupações, o chefe de gabinete vinha cumprindo uma agenda de conciliação com enorme sucesso e foi interrompido por pessoas que parecem não querer o fim do movimento de ocupações de escolas, o que a Seeduc considera lamentável. A Seeduc esclarece ainda que não apoia nem o movimento de ocupação, nem o de desocupação, e que, apesar do acontecido, todos os pontos já acordados estão mantidos".

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