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Sindicato dos Médicos do Rio vai ao STF para anular decreto de calamidade pública

Para entidade, medida publicada no Diário Oficial do Estado é inconstitucional

Rio de Janeiro|Do R7

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Dornelles disse que o decreto abre caminho para "medidas duras"
Dornelles disse que o decreto abre caminho para "medidas duras"

O SinMed/RJ (Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro), junto com a Fenam (Federação Nacional dos Médicos), ingressará com uma ação direta de inconstitucionalidade para que o STF (Supremo Tribunal Federal) declare nulo o decreto de calamidade pública, publicado no Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (17).

Segundo o governo, a crise impede o Estado de "honrar com seus compromissos para realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016". "Ficam as autoridades competentes autorizadas a adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", diz o decreto.


Ainda de acordo com o documento, "as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016".

O presidente do SinMed/RJ, Jorge Darze, questionou a medida do governo fluminense.


— Como decretar calamidade pública para garantir os Jogos Olímpicos? A prioridade deveria ser salários pagos em dia, assistência à saúde, ensino escolar de qualidade, etc.

O sindicato teme que o decreto, ao autorizar a "racionalização de todos os serviços públicos essenciais", reduza direitos, violando o artigo 197 da Constituição.


Governo confirma socorro ao RJ

O secretário-executivo do PPI (Programa de Parceria em Investimentos), Moreira Franco, confirmou neste sábado (18), que o governo federal editará uma medida provisória de socorro financeiro ao Estado do Rio e informou que os recursos serão destinados à conclusão da linha 4 do Metrô, que liga a Barra da Tijuca (zona oeste) e Ipanema (zona sul,) e ao pagamento de servidores públicos.


Moreira negou que a decretação de calamidade pública nas finanças do Estado signifique autorização para o Rio de Janeiro contrair novos empréstimos. O Estado superou o limite de endividamento, de 200% da receita corrente líquida. Além disso, está inadimplente com a União.

— O governo federal não está autorizando o Estado a pegar novos empréstimos. O Estado do Rio não tem condição de contrair novos empréstimos. Todo mundo está vinculado ao acordo de Basileia - disse Moreira Franco, referindo-se ao conjunto de acordos firmado entre bancos centrais de vários países com exigências mínimas para concessão de crédito.

A medida provisória destinará R$ 3 bilhões em transferência direta da União para o Estado.

— O governo federal tinha assumido uma série de compromissos para a Olimpíada e o presidente Michel Temer achou que era fundamental que os Jogos se realizassem dentro do previsto, para não prejudicar a credibilidade do País, que já está muito baixa.

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