Diante da suspeita de que o filho José Roberto Ornelas de Lemos Filho tenha sido executado com mais de 40 tiros por traficantes, José Roberto Lemos, dono do jornal Hora H, que circular na Baixada Fluminense, disse que o veículo continuará a fazer duras críticas ao crime organizado naquela região. Filho foi enterrado na tarde desta quarta-feira (12), no cemitério de Paracambi. — A linha do jornal vai continuar a mesma, doa a quem doer. Se traficantes, ou quem quer que seja, fizeram isso para calar o jornal, calaram apenas uma voz. Ainda tem um coral. José Roberto Filho, que era diretor do jornal, foi assassinado na noite de terça-feira (11), em um bar de Corumbá, em Nova Iguaçu. De acordo com testemunhas, quatro homens entraram armados e encapuzados no estabelecimento e iniciaram os disparos com metralhadoras. A vítima, que andava armada, não teve tempo de reagir. Os criminosos fugiram. Amigos levaram Lemos até o Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas ele não resistiu aos ferimentos. Três funcionários do bar presenciaram o crime e não ficaram feridos. As testemunhas já prestaram depoimento. Como diretor do Hora H, Filho costumava publicar denúncias contra policiais corruptos e o tráfico de drogas. Ele vinha recebendo ameaças, e, por isso, teria passado a andar armado. A pistola que estava com ele foi recolhida pela perícia. No estabelecimento, havia oito câmeras de segurança, duas do lado de fora e seis no interior. A polícia irá analisar as gravações para tentar identificar os assassinos. Nenhuma cápsula foi encontrada no local do crime. O caso foi registrado na Delegacia da Posse (58ª DP).Assista ao vídeo: