Tragédia na Barra: corpos são liberados do IML e serão enterrados em Minas Gerais
Familiares da Nabor de Oliveira vieram ao Rio para prestar depoimento
Rio de Janeiro|Da Rede Record

Os corpos da família morta na Barra da Tijuca, na manhã de segunda-feira (29), foram liberados na manhã desta terça-feira (30) e devem ser levados para Minas Gerais, onde serão enterrados. Parentes de Nabor Coutinho de Oliveira Junior, suspeito de matar a mulher, os dois filhos e se suicidar, em um condomínio na zona oeste, foram ouvidos pela polícia. O corpo dele deve ser enterrado em Belo Horizonte, capital mineira. Já o de Laís Khouri e dos filhos Henrique, de 10 anos, e Arthur, de 7 anos, devem ser sepultados na cidade de Formigas.
De acordo com o depoimento dos familiares, Nabor não tinha histórico de doença psiquiátrica. A DH (Divisão de Homicídios) da Capital investiga as motivações do crime. Carta encontrada no apartamento da família, que teria sido escrita pelo suspeito, será submetida a perícia grafotécnica para comprovação da autoria. Além da perícia no apartamento, um exame toxicológico nos corpos deve ser realizado.
Apesar de familiares negarem histórico de problemas psiquiátricos, o psiquiatra Jorge Jaber avalia que, possivelmente, Nabor vivia um quadro de depressão e não viu meios de reverter a situação difícil em que acreditava se encontrar, a não ser no extermínio de sua família e em sua própria morte.
A investigação aponta que Nabor, de 43 anos, matou a mulher, Laís Khouri, de 48, e em seguida jogou os dois filhos, de dez e sete anos, pela janela do apartamento, que fica no 18º andar do edifício Lagoa Azul, do condomínio Pedra de Itaúna. Após jogar as crianças, o homem teria se jogado e também morreu. Os agentes encontraram o corpo de Laís em um dos quartos da casa. Já os corpos de Nabor e dos filhos Henrique e Arthur foram encontrados próximo à piscina do condomínio. Segundo o delegado Fabio Cardoso, a principal hipótese é de que o suspeito tenha matado a mulher a facadas, atirado os dois filhos do 18º andar e depois se lançado também. Entretanto, a Delegacia de Homicídios ainda não encerrou as investigações e outras motivações ainda estão em apuração.
Apesar de a carta mostrar aparente dificuldade financeira, Fábio Cardoso afirmou que o condomínio e o aluguel da família não estavam atrasados. Em entrevista à Record Rio, o delegado destacou que a suposta motivação não seria de ordem financeira, mas profissional, uma vez que Nabor deixou a operadora de telefonia TIM para trabalhar em outra firma e, na carta, demonstrava insatisfação quanto aos novos rumos profissionais.
Ex-gerente de Marketing Sênior de Serviços Inovadores da TIM, Nabor trabalhou na empresa até junho passado. Conhecidos de Nabor também relataram que ele teria deixado o antigo trabalho por uma "proposta irrecusável", na qual receberia o dobro do salário anteior. De acordo com as informações em seu perfil no Facebook, ele estudou Engenharia de Software na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e Gestão de Negócios no Ibmec RJ.
Pouco antes das 6h30 de segunda-feira, moradores e funcionários do condomínio se assustaram ao se deparar com os corpos na área da piscina. Lucinda da Silva chegava para trabalhar quando ouviu os gritos de socorro.
— Quando eu botei a cabeça na janela, pra olhar, eu ouvi aquele pânico de pessoas gritando socorro.
Dois adultos e duas crianças foram encontrados mortos na manhã da segunda-feira (29) em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Nabor de Oliveira Júnior, de 43 anos, matou a mulher, Laís Khouri, de 48, e em seguida jogou os dois filhos, de...
Dois adultos e duas crianças foram encontrados mortos na manhã da segunda-feira (29) em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Nabor de Oliveira Júnior, de 43 anos, matou a mulher, Laís Khouri, de 48, e em seguida jogou os dois filhos, de dez e sete anos, pela janela do apartamento, que fica no 18º andar. Após lançar as crianças da janela, o homem teria se jogado e também morreu. No local, policiais encontraram uma carta, que teria sido escrita pelo suspeito, que dizia "Não vou ter como sustentar a família". O documento será submetido a uma perícia para confirmar a autoria. A polícia investiga se o histórico de suicídio na família de Nabor pode ter influência sobre tragédia na Barra. De acordo com as investigações, três parentes de Nabor também cometeram suicídio























