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Advogado de instituto suspeito de maus-tratos a animais compara ativistas a "manada de elefantes"

Levantamento dos prejuízos está sendo realizado; empresa nega acusação de maus-tratos

Thiago de Araújo, do R7

O advogado Daniel Antônio de Souza Silva, que defende o Instituto Royal, cuja sede de São Roque foi invadida por ativistas na madrugada desta sexta-feira (18), negou as acusações de possíveis atividades de crueldade com animais em testes de produtos farmacêuticos realizados pela empresa. O instituto já registrou boletim de ocorrência e comparou os ativistas com uma “manada de elefantes”.

Em entrevista exclusiva ao R7, o defensor afirmou que 178 cães da raça beagle e um número ainda impreciso de coelhos foram levados pelos ativistas durante a invasão à sede do instituto, localizado no km 56 da rodovia Raposo Tavares, no interior de São Paulo. Não havia ninguém além dos animais no local durante a madrugada. Ele explicou que toda a sujeira encontrada junto aos animais foi fruto da ação dos ativistas.

— Mostraram muita sujeira e fezes pelas imagens da televisão, mas é preciso entender o seguinte: 178 beagles passam a vida toda vendo de três a quatro pessoas apenas, então de repente são visitados por 200 de uma vez, como uma manada de elefantes, o que acontece? Os animais ficaram assustados e acabaram liberando fezes, é algo do instinto dos animais quando se assustam.

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O advogado afirmou que não foram exibidas imagens do tamanho da destruição deixada no instituto por parte do que ele chamou de “invasores”. O prejuízo e as medidas que serão tomadas pela direção da unidade ainda estão sendo calculados, mas o boletim de ocorrência lavrado na delegacia de São Roque é de furto qualificado.

— Não sobrou nada. Eles levaram os animais e computadores, e o que não conseguiram levar, como outras máquinas, medicamentos, etc., eles destruíram. As portas também foram arrombadas e destruídas. Ainda precisamos ter a noção exata do valor do prejuízo.

O defensor do Instituto Royal reafirmou que nunca houve qualquer situação de maus-tratos contra animais nas instalações da empresa, que é regularizada e acompanhada pelos órgãos competentes.

— Não há maus-tratos no instituto, que é uma sociedade civil pública séria, que recebe dinheiro do governo federal e é fiscalizada e auditada constantemente. Seguimos ainda todos os protocolos nacionais e internacionais, então esses argumentos sobre maus-tratos não se sustentam, isso nunca aconteceu.

A reportagem do R7 consultou os registros do Concea (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e a empresa consta no cadastro sem qualquer restrição para suas atividades.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de São Roque informou que toda a documentação foi apresentada pelo instituto anteriormente. Uma visita realizada por servidores também não constatou nenhuma irregularidade, embora por diversas vezes grupos de ativistas tenham realizado queixas junto ao município contra a empresa.

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