São Paulo

13/11/2012 às 10h59 (Atualizado em 13/11/2012 às 11h38)

Após vídeo, vizinhos temem retaliação

SP teve 42 casos de resistência seguida de morte

Agência Estado

São Paulo registrou em setembro 42 casos de resistência seguida de morte — supostos confrontos envolvendo policiais militares, que terminam com os suspeitos mortos. Foi dessa forma que PMs tentaram caracterizar a execução do servente Paulo Batista do Nascimento, de 25 anos, no sábado, no Campo Limpo, na zona sul da capital.

O tenente Halstons Kay Tin Chen, de 24 anos, e os soldados Diogenes Marcelino de Melo, de 37, Jailson Pimentel de Almeida, de 39, Marcelo de Oliveira Silva, de 32, e Francisco Anderson Henrique, também de 32, acusados de participarem da ação, foram presos pela corregedoria.

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Eles disseram que Nascimento teria reagido à prisão e atirado contra a guarnição, mas imagens gravadas por um morador mostram que ele estava dominado quando foi retirado da casa onde se escondia. Outro suspeito foi morto em suposto confronto e um terceiro acabou preso.

No bairro, um jovem disse que os moradores temem retaliação.

—Cinco foram presos, mas e os outros? Todo mundo fica com medo de que voltem aqui.

Policiais da Corregedoria da PM, à paisana, foram ontem até o local de onde foram feitas as imagens. Eles conversaram com as pessoas que vivem no sobrado. Segundo um morador, não foi o dono da casa que fez o vídeo.

—O pior é que a mulher dele tem síndrome do pânico. Desse jeito, vão ter de se mudar.

Segundo ele, abordagens violentas são comuns no bairro. O número de mortos pela PM em setembro foi 75% maior do que no mesmo mês do ano passado. A PM matou 369 pessoas entre janeiro e setembro, quase três a cada dois dias em média, 10% mais do que no mesmo período de 2011. A PM teve também o terceiro trimestre mais violento desde 2004 (140 mortos). Foi um aumento de 52,2% em comparação com igual período de 2011.

Em nota, a PM disse que "não compactua com desvios de conduta de seus integrantes, motivo pelo qual adotou, de imediato, medidas administrativas e legais a fim de investigar todas as circunstâncias".

Já o governador Geraldo Alckmin lembrou que São Paulo tem a maior corregedoria do Brasil.

—A tolerância é zero. Crime é crime, seja fardado ou não fardado. Não toleramos execução.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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