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Carvalho nega ofensa ao comparar SP à Palestina

Comentário reabriu o bate-boca entre governos federal e estadual

São Paulo|Do R7

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Ministro Gilberto Carvalho nega ofensa ao comparar SP à Palestina
Ministro Gilberto Carvalho nega ofensa ao comparar SP à Palestina

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, negou nesta terça-feira (27) que tenha pretendido atacar um "Estado ou um governo" ao comparar a violência em São Paulo ao conflito na Palestina.

Na semana passada, o ministro havia dito que "a gente estava alarmado com os mortos na Palestina e as estatísticas mostram que só na Grande São Paulo você tem mais gente perdida, assassinada, do que num ataque desses". O comentário reabriu o bate-boca entre os governos federal e estadual, com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) considerando que a comparação foi "infeliz" e não "merece comentário".


Ao participar na manhã desta terça-feira do evento 'Juventude negra, juventude viva: diálogos governo e sociedade civil', Carvalho retomou o assunto.

—Esses dias eu fiz uma fala, que foi um pouco mal interpretada e mereceu até um editorial muito duro num jornal brasileiro, que chamava atenção para o fato de que nós ficamos muito assustados com as mortes que ocorrem no conflito Israel/Palestina, na Síria, e no entanto numa mesma noite, às vezes no Brasil, podemos e temos mais mortes do que nesses conflitos.


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Segundo o ministro ele nunca pretendeu atacar ninguém.


—O meu interesse não era atacar um Estado ou um governo, era chamar atenção da sociedade brasileira — e de nós do governo — da nossa responsabilidade perante esse fato. Os números da violência no Brasil contra a juventude não nos deveriam deixar dormir em paz. Não podemos aceitar (isso).

Carvalho destacou a concentração de mortes por homicídio entre jovens de 15 a 29 anos, especialmente da juventude negra e do sexo masculino.

—Estamos cansados do massacre sofrido, particularmente pela juventude negra em muitos cantos do País. Essas pessoas têm nome, têm filhos, têm pais. Trata-se de uma questão nacional.

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