Cinco servidores são afastados após fraude no ponto eletrônico em Ferraz de Vasconcelos 

Médica foi presa quando registrava o ponto de colegas com dedos de silicone

Com cópias em silicone de dedos dos funcionários, a médica marcava o ponto deles, que receberiam sem ir ao trabalho
Com cópias em silicone de dedos dos funcionários, a médica marcava o ponto deles, que receberiam sem ir ao trabalho Montagem/Divulgação/Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos

O prefeito de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, Acir Filló (PSDB), afastou nesta segunda-feira (11) cinco servidores que, supostamente, estavam envolvidos em uma fraude no registro do ponto eletrônico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, um grupo estaria utilizando dedos de silicone para validar a presença dos profissionais.

Ainda segundo a assessoria da prefeitura, uma médica de 28 anos, funcionária do Samu, foi flagrada validando a presença de outros profissionais com os dedos confeccionados em silicone, na manhã de domingo (10). O prefeito apresentou nesta segunda denúncia ao Ministério Público sobre o caso e solicitou que a Câmara Municipal instaure uma Comissão Especial de Inquérito para investigar as supostas irregularidades.

— A comissão terá 60 dias para checar tudo, ponto a ponto. Vamos chegar aos envolvidos e eles serão punidos no rigor da lei. Por enquanto, cabem as sanções administrativas, que recai no afastamento dos suspeitos até que as investigações cheguem ao fim. Esse esquema me deixa profundamente triste, decepcionado. Mexeram, afinal, com uma das partes mais sensíveis de nossa administração, a Saúde.

Leia mais notícias de São Paulo

O flagrante foi feito por integrantes da GCM (Guarda Civil Municipal), que contou com a parceria do Ministério Público. Após denúncia anônima de que haveria funcionários fantasmas no atendimento do Samu, câmeras foram instaladas no prédio onde estava o ponto biométrico. A ação da profissional teria sido registrada.

A médica foi indiciada pelo crime de falsificação de documento público. Segundo informações da Polícia Civil, ela conseguiu um habeas corpus e deve responder em liberdade.