CPI tem que ser cuidadosa para lidar com denúncia contra professor da UFSCar, diz presidente
Ex-aluna acusou o então orientador de assédio sexual durante audiência na Alesp
São Paulo|Do R7

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Trotes na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), deputado Adriano Diogo (PT), disse que quer ouvir o professor da UFSCar acusado de assédio sexual por sua ex-orientanda, mas não sabe se haverá tempo hábil para convidá-lo. Os trabalhos da comissão se encerram no dia 10 de março.
— O mínimo que tenho que fazer é escutar o professor, só não sei se vai dar tempo. Esse é um novo caso que chegou à CPI, porque é um caso de uma pessoa formada que depende do orientador, da pessoa mais velha, para seguir na academia. Precisamos ser muito cuidadosos.
Também presente na audiência em que a pesquisadora Thais Santos Moya, de 31 anos, fez a denúncia e membro da CPI, a deputada Sarah Munhoz (PCdoB) diz que “o caso mostra que a violência e o assédio na universidade estão presentes na entrada dos alunos na faculdade até o nível mais alto de formação”.
— A ideia é que o caso seja agora encaminhado ao Ministério Público, depois de passar pela CPI. O MP (Ministério Público) deve avaliar o tema em todas as suas instâncias de educação e ciência para que sejam tomadas providências que garantam os direitos humanos em sua essência.















