Empresa de segurança diz que festa na USP foi regada a droga e nega agressão contra estudante
Corpo do estudante Victor Hugo Santos foi achado na raia olímpica da universidade
São Paulo|Sylvia Albuquerque, do R7

A empresa C.O.S Group, responsável pela segurança na festa da USP (Universidade de São Paulo) no último sábado (20), negou na tarde desta terça-feira (23) qualquer agressão por parte dos seguranças que trabalhavam no local contra o estudante Victor Hugo Santos, achado morto durante a manhã. O representante Tony Feitosa disse que o evento foi regado a droga e muita bebida.
— Era um show de rock e o que aconteceu foi o chamado ‘bate-cabeça’, mas nenhuma briga foi registrada e ninguém foi retirado da festa à força. Isso é boato. A gente percebeu muita maconha por causa do cheiro, a bebida era à vontade, mas não é possível detectar o uso de LSD, por exemplo.
Feitosa informou que 140 seguranças atuaram na festa contratados pelo grupo estudantil que organizou o evento. Ele alegou ainda que a empresa atua na USP há seis anos e faz todas as festas dos alunos.
— Nós ficamos responsáveis por tudo o que acontece dentro do evento. A segurança da porta para fora é da USP e da PM, por isso nós não temos como saber porque o Victor foi parar na raia olímpica.
Victor Hugo Santos foi visto pela última vez por volta das 4h de sábado (20), quando deixou os amigos para comprar uma cerveja. Ele participava de uma festa no velódromo da USP. O evento comemorava 111 anos do Grêmio Politécnico da instituição e reuniu cerca de 5.000 pessoas.
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A raia olímpica, onde o corpo foi encontrado nesta manhã, fica próxima ao local da festa. O delegado Paulo Bittencourt, que estava na USP na manhã de hoje, disse que o corpo não tem sinais de violência.
— A princípio, não. Mas isso vai ser confirmado pela autópsia.
Na segunda-feira, peritos fizeram uma varredura na USP e encontraram vestígios de sangue. Amostras foram recolhidas e serão submetidas a exames de DNA. Testemunhas dizem que o jovem foi retirado à força.
A empresa de segurança alegou que imagens de circuito interno do evento são de responsabilidade da USP e que ainda não teve acesso ao conteúdo, mas negou que Victor tivesse sido retirado à força do local.
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O evento era "open bar" (com bebida gratuita no interior do espaço), tinha ingressos entre R$ 30 e R$ 90 e contou com a participação de nomes nacionais da música, como Marcelo D2 e a banda CPM 22.















