Filho de mulher que morreu em explosão na zona leste é suspeito de guardar bombas em casa
Ele está foragido e, segundo polícia, estocava bombas para explodir caixas eletrônicos
São Paulo|André Carvalho, da Agência Record

A explosão que matou uma dona de casa e feriu duas crianças no bairro Cidade Líder, zona leste de São Paulo, pode ter sido provocada por um artefato guardado na residência por um dos filhos da vítima. O suspeito já é considerado foragido pela polícia. Seis casas foram interditadas e correm o risco de desabar.
Segundo a polícia, Genival Barbosa da Silva, de 28 anos, pode ser o responsável pela explosão que matou a mãe, Maria José Barbosa da Silva, de 45 anos, e feriu suas duas irmãs, de seis e dez anos, no fim da noite de terça-feira (13), em Cidade Líder, na zona leste de São Paulo.
A explosão aconteceu por volta das 20h40 no quarto da casa que fica na rua Morubixaba. Pelo menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram enviadas ao local, em princípio, para uma explosão ambiental (de botijão de gás). No entanto, quando os bombeiros entraram na residência, constataram que o botijão estava intacto e apenas o quarto havia sido destruído. No interior da casa, os policiais sentiram um forte cheiro de pólvora.
Como não se tratava de uma explosão ambiental, o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) também foi chamado para fazer uma varredura e tentar localizar o artefato explosivo que destruiu o quarto.
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Na hora do acidente, as duas filhas de Maria José estavam perto do quarto e também ficaram feridas. Elas foram atendidas pelo Corpo de bombeiros, mas não tiveram ferimentos graves e foram liberadas ainda no local.
Para a polícia, Genival Barbosa da Silva estocava artefatos explosivos (possivelmente dinamite) dentro da residência. Ele estava em liberdade provisória, concedida pela Justiça. Silva tem várias passagens pela polícia por roubo. O delegado do 53º Distrito Policial, Roberto Salomão Júnior, acredita que Genival possa estar envolvido em uma quadrilha responsável por ataques a caixas eletrônicos.
— Em uma de suas prisões, ele estava com materiais usados para arrombar caixas, como toucas ninjas, pé de cabra e maçarico.
O caso foi registrado como homicídio culposo, explosão culposa e porte de artefato explosivo, no plantão do 53º Distrito Policial, mas será investigado pelos policiais civis do 66º Distrito Policial, área dos fatos.
Além da residência que explodiu, outras seis casas foram interditadas pela Defesa Civil, por risco de desabamento.














