São Paulo

9/11/2013 às 01h04 (Atualizado em 9/11/2013 às 06h55)

Fiscais suspeitos de corrupção na Prefeitura deixam a cadeia

Prisão temporária venceu nesta sexta-feira e promotor não quis pedir conversão em preventiva

Do R7

Acusados do esquema de desvio do imposto são soltos Marcos Bizzotto/Futura Press/Estadão Conteúdo

Os servidores públicos Eduardo Horle Barcellos, Carlos Augusto di Lallo do Amaral e Ronilson Bezerra Rodrigues deixaram, no começo da madrugada deste sábado (9), o 77º Distrito Policial (Santa Cecília). Eles estavam presos desde o último dia 30, suspeitos de integrar um grupo de funcionários que cobrava propina de construtoras para liberar documentação após as obras.

O esquema pode ter faturado R$ 500 milhões, segundo o Ministério Público. A prisão temporária dos três venceu nesta sexta-feira e o Ministério Público decidiu não pedir a preventiva — por tempo indeterminado.

O promotor Roberto Bodini disse que quer analisar novas provas antes de oferecer a denúncia. A Prefeitura informou que eles foram suspensos de suas funções por 120 dias.

O mesmo já havia acontecido com o fiscal Luís Alexandre Cardoso de Magalhães, solto no começo da semana, após concordar colaborar com as investigações. Ele foi o único beneficiado com a delação premiada.

Nesta sexta-feira, o prefeito Fernando Haddad disse que há suspeitas de que alguns dos servidores investigados possam ter envolvimento também com fraudes no IPTU e na dívida ativa do município.

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— Estamos investigando possíveis fraudes no IPTU. Há denúncias de mudança cadastral no IPTU para que a pessoa pague menos. [...] Não sabemos se são as mesmas pessoas. No IPTU, certamente há envolvimento de parte deles [servidores suspeitos], mas na dívida ativa não sabemos se outros órgãos podem estar envolvidos.

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