Justiça de SP adia júri de Farah Jorge Farah
Cirurgião confessou ter matado e esquartejado, em 2003, paciente com quem teve caso
São Paulo|Do R7

O juiz Alexandre Andreata dos Santos adiou para 23 de outubro o novo júri do cirurgião Farah Jorge Farah, que confessou ter matado e esquartejado a amante, Maria do Carmo Alves, em 2003. O julgamento começaria na terça-feira (10).
Seu primeiro júri, em 2008, foi anulado pela Justiça paulista. A defesa alega que laudos oficiais que atestavam o estado semi-imputável foram ignorados pelos jurados.
Histórico
Em abril de 2008, Farah foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato da paciente Maria do Carmo Alves, com quem teve um romance. Apesar da condenação em primeira instância, ele está em liberdade por causa de uma decisão anterior do STF (Supremo Tribunal Federal) que permitiu que ele ficasse fora da prisão até que não haja mais possibilidade de entrar com recursos na Justiça sobre o assunto.
A mulher foi morta e esquartejada no consultório do ex-cirurgião em Santana, na zona norte de São Paulo. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2003, mas partes do corpo de Maria do Carmo só foram achadas pela polícia três dias depois.
Elas estavam dentro do porta-malas do carro do médico. Farah confessou o assassinato e o esquartejamento e ficou preso por quatro anos. Em maio de 2007, a Justiça autorizou que ele esperasse pelo julgamento em liberdade.
Em 2006, o Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) proibiu o cirurgião de exercer a profissão.














