São Paulo

11/8/2013 às 13h43 (Atualizado em 11/8/2013 às 14h00)

Legista do caso PC Farias diz que filho de PMs não cometeu suicídio

Posição do corpo indica que ele foi assassinado junto com os pais

Do R7

Para polícia, Marcelo Eduardo matou os pais e se suicidou em seguida Reprodução/Facebook

A posição do corpo de Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13 anos, encontrado morto na última segunda-feira (5), mostra que não houve suicídio e o garoto foi assassinado, diz o médico legista e professor da Ufal (Universidade Federal de Alagoas) George Sanguinetti.  

Sanguinetti é conhecido por ter refeito o laudo das mortes do casal Paulo Cesar Farias e Suzana Marcolino e por apontar que eles foram assassinados, em 1996. O legista também foi contratado pelas defesas do casal Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, presos pela morte da menina Isabella Nardoni, e do goleiro Bruno, preso pelo suposto assassinato de Eliza Samudio.   

O corpo de Marcelo Eduardo foi encontrado junto aos dos pais, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, e a policial militar Andréia Regina Bovo Pesseghini, na casa onde moravam, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. 

O garoto é considerado, pela polícia, o único suspeito de ter matado os pais e também a avó, Benedita de Oliveira Bovo, 67, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, 55, encontradas mortas na casa ao lado.   

O legista analisou as fotografias da cena do crime e comentou o assunto no perfil dele no Facebook. Ele diz que a posição do corpo de Marcelo diz claramente que o garoto não foi o autor do tiro que o matou, pois a mão direita estava em cima do lado esquerdo da cabeça e o braço esquerdo, dobrado para trás, com a palma da mão esquerda aberta para cima. Segundo Sanguinetti, essa posição não é a de uma pessoa que se suicidou.   

— Não estou contestando o trabalho da Polícia de São Paulo, apenas estou apresentando a "linguagem do cadáver de Marcelo", onde diz claramente que não foi autor do tiro que o matou [sic].  

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Sanguinetti comenta também que seria impossível o menino, considerado canhoto pela polícia, disparar a arma com a mão esquerda e a mão direita ser encontrada na posição mostrada na foto, em cima do lado esquerdo da cabeça. 

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O legista explica que, para que o adolescente fosse o assassino, deveria ser constatada a presença de pólvora, chumbo, antimônio e bário nas mãos dele.     

— Como o tiro teria sido com arma apoiada, deveria haver também sangue e outros materiais orgânicos resultantes da explosão dos gases.

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