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Linhas 1, 2 e 3 do Metrô funcionam parcialmente em 3º dia de greve

Grevistas tentaram impedir entrada de funcionários em duas estações, mas não houve confronto

São Paulo|Do R7, com Estadão Conteúdo

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PM bloqueia entrada da estação Ana Rosa do Metrô após confronto com grevistas
PM bloqueia entrada da estação Ana Rosa do Metrô após confronto com grevistas

As linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô funcionam parcialmente, pelo terceiro dia seguido, desde as 6h25 deste sábado (7), por causa da greve dos metroviários. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás operam normalmente, segundo a Companhia do Metropolitano. Ainda de acordo com a empresa, grevistas tentaram impedir a entrada de funcionários nas estações Ana Rosa e Bresser-Mooca, mas não houve confronto com a PM (Polícia Militar). Essas duas estações são consideradas chave, pois nelas os empregados entram para trabalhar. 

Neste momento, a linha 1-Azul funciona entre as estações Paraíso e Luz, a linha 2-Verde, entre as estações Paraíso e Clínicas; e a linha 3-Vermelha, entre as estações Brás e Santa Cecília. 


A linha 4-Amarela está funcionamento normalmente desde o início da operação, às 4h40. A linha 5-Vermelha começou a operar mais tarde, às 5h24. 

Greve do Metrô entra no terceiro dia e transtornos para usuários continuam


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Piquetes


Este foi a segundo dia de piquetes nas estações Ana Rosa, da linha 2-Verde, e Bresser-Mooca, da linha 3-Vermelha. Segundo o Metrô, a PM foi chamada para garantir a entrada e segurança dos funcionários que não aderiram à paralisação. Na sexta-feira (6), grevistas e policiais militares entraram em confronto na estação Ana Rosa. Ao menos duas pessoas ficaram feridas, atingidas por balas de borracha. Um homem que estava fora da estação foi detido por desacato. 

A Polícia Militar informou que cerca de 40 grevistas começaram um tumulto, por volta das 6h, na estação Paraíso, mas não houve maiores problemas. A estação começou a operar às 6h25. 


Greve

Segundo dia de greve, na sexta-feira, teve chuva e 27 estações fechadas, além de extensão do rush e recorde de congestionamento do ano — 239 km. À noite, em assembleia, os metroviários de São Paulo decidiram por unanimidade manter a greve iniciada na última quinta-feira (5). A decisão dos trabalhadores foi tomada depois do fracasso da reunião de conciliação com o Metrô, durante a tarde, no TRT (Tribunal Regional do Trabalho).

Os metroviários estavam dispostos a negociar uma possível redução no reajuste salarial pleiteado, que era de 12,2%, caso a companhia concordasse em atender outras reinvidicações. A empresa não voltou atrás e manteve os 8,7%, oferecidos desde quarta-feira (4), quando foi deflagrada a greve.

Continua a valer a liminar concedida pela desembargadora Rilma Aparecida Hemetério que prevê multa diária de R$ 100 mil aos sindicatos e à companhia no caso de não manter 100% da frota em horários de pico e 75% nos demais períodos. Pugliese disse que oficiais de Justiça checam diariamente se a decisão está sendo cumprida. A aplicação dessa multa será definida no domingo (8). 

A expectativa do Metrô é que a situação seja normalizada no domingo, quando foi marcado o julgamento da greve dos metroviários. Independentemente do resultado, a Justiça determina que eles retornem ao trabalho imediatamente.

A greve do metrô de São Paulo chega neste sábado, 7, ao terceiro dia, sem perspectivas. Acabou sem nova proposta a reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e a assembleia da categoria, à noite, manteve a paralisação. O sindicato ainda ampliou o tom das críticas e promete piquetes maiores, após confronto entre grevistas e a PM na Estação Ana Rosa.

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