Logo R7.com
RecordPlus

Márcio França: acho adequado [Doria] não comparecer ao velório

João Doria não esteve presente no velório do ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que faleceu neste domingo (1) no Hospital Sírio-Libanês 

São Paulo|Do R7

  • Google News
Corpo do ex-governador foi velado na Alesp
Corpo do ex-governador foi velado na Alesp

O ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) disse achar adequada a decisão do atual governador do Estado, João Doria (PSDB), de não comparecer ao velório do também ex-governador tucano Alberto Goldman nesta segunda-feira (2).

Leia mais: Ex-governador de SP Alberto Goldman morre aos 81 anos


Doria, que teve fortes divergências com Goldman, avisou no começo da manhã que não compareceria ao velório. Mas logo que soube da morte do ex-governador decretou luto oficial de três dias no Estado.

"Eu acho adequado. Eles não tinham um relacionamento. Ao contrário, tinham uma divergência. Não faz o menor sentido alguém ir a um velório sem ter vínculo nenhum", disse França.


Leia mais: Doria chama Goldman de "fracassado" em vídeo

Ele mesmo diz não ter sido amigo do ex-governador, mas que em algumas vezes se encontraram e que Goldman teria sido gentil. "Certamente algumas vezes eu digitei o número dele e ele digitou o meu (nas urnas). Então, mesmo não sendo parceiro eleitoral, tínhamos uma afinidade", disse.


Perguntado se considera que Goldman foi injustiçado dentro do PSDB nos últimos tempos, França disse que não dá para falar nestes termos. "Não dá para dizer isso. Ele também teve divergências em outros momentos. Era uma pessoa de posições fortes e todo mundo sabia que ele tinha divergências com a linha que começou a crescer dentro do PSDB. Mas ele era um democrata e sabia que isso é coisa de eleição", ponderou França.

"Lamento não ter conhecido Goldman antes"


O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, disse guardar com carinho a atitude do ex-governador tucano Alberto Goldman, que mesmo estando em outro partido apoiou sua candidatura ao governo do Estado de São Paulo, pelo MDB, na última eleição.

Essa foi uma das ações de Goldman que contrariaram o então candidato tucano, hoje governador, João Doria. Skaf afirmou ainda que conheceu Goldman há pouco tempo e que lamenta não ter conhecido o tucano antes.

Ele tinha muito ainda o que fazer, diz Serra

O senador tucano José Serra lamentou a morte de Alberto Goldman e disse que o ex-colega de partido "tinha muito ainda o que fazer". "É uma pena que o Goldman se foi", disse emocionado o senador.

Alckmin: questionamentos de Goldman servirão como reflexão

Para o PSDB, de acordo com Serra, Goldman deixa o legado da honestidade, um trabalho sério e de tranquilidade nas decisões políticas e de amplitude no sentido de procurar agregar o máximo os membros da política e da população aos temas do desenvolvimento econômico do País.

"Cidade de São Paulo fica triste com perda"

Última autoridade a chegar à Assembleia Legislativa de São Paulo, onde era velado o corpo de Goldman, o prefeito Bruno Covas (PSDB), lembrou da ligação que Goldman tinha com seu avô, o também ex-governador Mário Covas.

Leia também

"Conheci o Alberto Goldman há muito tempo. Era um grande amigo do meu avô, Mário Covas. É uma pessoa que lutou a vida inteira contra a ditadura. Era a favor da democracia, dos mais necessitados. A cidade de São Paulo fica muito triste com a perda do ex-governador Alberto Goldman, uma grande referência do ponto de vista ético, moral e de dedicação à vida pública", disse o prefeito.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.