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São Paulo

16/1/2014 às 15h21 (Atualizado em 16/1/2014 às 15h35)

Morte de jovem encontrado desfigurado após festa em SP intriga família

Boletim de ocorrência registrou suicídio, mas irmã da vítima acredita em agressão

Thiago de Araújo, do R7

Morte de Kaique é tratada como suicídio Reprodução/Facebook

A morte de um adolescente de 17 anos depois de uma festa no centro de São Paul, intriga a família da vítima. Kaique Augusto Batista dos Santos foi encontrado morto, desfigurado e com uma barra de ferro atravessada por uma das pernas na avenida 9 de Julho, região central da capital, por volta das 5h do último sábado (11). Um boletim de ocorrência registrou o caso como suicídio, mas familiares e amigos discordam da versão e acreditam que o jovem foi agredido até a morte, antes de ter o corpo atirado de um viaduto.

Em entrevista ao R7, a irmã da vítima, Tayna Chidiebere, de 19 anos, contou que a família só ficou sabendo do desaparecimento na segunda-feira (13) e que o corpo só foi localizado no IML (Instituto Médico Legal) 24 horas depois, após três tentativas, sem dentes e com muitos ferimentos pelo corpo. Amigos contaram à família que Kaique se perdeu deles em uma balada chamada PZA, na República, na região central da capital.

Depois disso, a vítima não foi mais vista dentro ou fora da balada. Às 5h16 de sábado, um boletim de ocorrência foi aberto por policiais militares no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, apresentando o caso do corpo sem documentos encontrado na avenida 9 de Julho, no centro de São Paulo, como suicídio. A informação foi confirmada ao R7 pela SSP (Secretaria de Segurança Pública).

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A família refuta a versão e não acredita que Kaique possa ter tirado a própria vida. Tayna explicou que o irmão, que morava com um amigo em Santana, na zona norte da capital, era “muito querido” e que “vivia cercado de amigos”. Ela promete procurar o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa) nesta sexta-feira (17) para buscar mais informações e tentar entender o que motivou o caso a ser tratado como suicídio.

— Eles (PMs) encontraram o corpo dele perto de uma ponte, então eles deduziram que ele se jogou, entendeu? Só que como uma pessoa se joga e tem uma barra de ferro na perna? Ele ia arrancar o próprio dente? Não tem como isso ter acontecido.

A irmã de Kaique também afirmou desconhecer inimizades da vítima, que falava diariamente com familiares. A mãe dele vive em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Logo após saberem da notícia da morte do jovem, que era homossexual, amigos sugeriram que o caso poderia se tratar de um crime de homofobia, supostamente praticado por skinheads. Entretanto, até o momento não há testemunhas ou outras provas que sustentem essa tese, segundo a própria família.

— Esse é o problema. A gente não estava com ele. Se esse caso for fechado como suicídio eu vou fazer uma baderna na polícia, porque não foi suicídio. Eles são a polícia, são mais experientes do que a gente. Não é possível (...). Preciso saber onde o corpo do meu irmão foi encontrado, porque se a polícia não vai atrás de imagens, eu vou. As únicas pessoas que estavam com ele antes dele morrer não sabem de nada.

Polícia Civil aguarda família e laudo para investigar o caso

A SSP informou ao R7 que o caso vem sendo tratado inicialmente como suicídio segundo as informações prestadas pelos policiais militares que atenderam a ocorrência. Entretanto, de acordo com a assessoria de imprensa do DHPP, um inquérito sobre o caso foi aberto e o seu prosseguimento depende agora do laudo do IML, que leva em média 30 dias para ficar pronto, e de provas para que ele possa ser investigado como homicídio, como quer a família.

A família de Kaique promete procurar pela delegada Elisabete Ferreira Sato, diretora do DHPP, para pedir a investigação do caso. Até o momento, a polícia diz não haver investigação em andamento pela “ausência de provas” que configurem o crime apontado pela família.

Manifestação é marcada para sexta-feira

Amigos do jovem morto e ativistas que defendem os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros em São Paulo convocaram para as 18h30 desta sexta-feira, no Largo do Arouche, um ato em protesto pelo que chamam de uma “vítima da homofobia”. Até as 15h15 desta quinta-feira, mais de 1.300 pessoas haviam confirmado presença na página da manifestação no Facebook.

Do local da concentração, o grupo promete caminhar até a Coordenadoria de Diversidade da Prefeitura de São Paulo. Em seguida, os manifestantes vão até a avenida 9 de Julho, nas proximidades da Câmara Municipal, para chamar a atenção das autoridades competentes.

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