MPT-SP pede que agentes penitenciários suspendam greve por 48 horas
Há 15 dias de greve, agentes pedem aumento salarial e redução de duas classes hierárquicas
São Paulo|Do R7
O MPT-SP (Ministério Público do Trabalho em São Paulo) sugeriu que os agentes penitenciários suspendam a greve por 48 horas para que o governo do Estado volte a negociar com a comissão de greve. A proposta foi feita após o órgão intermediar uma reunião com dirigentes dos três sindicatos da categoria e representantes do governo na manhã desta segunda-feira (24). Há 15 dias de greve, os agentes pedem aumento salarial e redução de duas classes hierárquicas.
Segundo o MPT-SP, os sindicatos se comprometeram a realizar, ainda nessa segunda-feira, assembleias para apresentar a proposta à categoria. O governo do Estado afirmou que receberia os representantes dos sindicatos na terça-feira (25), para retomar as negociações.
Estiveram presentes na reunião os dirigentes do Sindasp (Sindicatos dos Agentes de Segurança do Estado de São Paulo), do Sifuspesp (Sindicatos dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo) e do Sindcop (Sindicatos dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista). O Palácio dos Bandeirantes não informou o nome do representante da Procuradoria-Geral do Estado que esteve presente na reunião.
Na última terça-feira passada (18), dirigentes dos sindicatos se encontraram com o secretário de gestão pública, Davi Zaia, mas não conseguiram chegar a um acordo. Segundo o presidente do Sindasp, Daniel Grandolfo, o governo exigiu o fim da greve para a retomada das negociações, o que não foi aceito pela categoria. Já o governo afirmou na ocasião, em nota, que mantinha a "disposição de negociar com as entidades representantes dos agentes penitenciários".
A SAP (Secretaria da Administração Penitenciária) informa que, conforme acordo firmado nesta segunda-feira, aguardará suspensão da greve para nova rodada das negociações com a categoria. Atualmente, 82 das 158 unidades prisionais do Estado de São Paulo continuam com parte de seus serviços paralisados por conta da greve dos agentes penitenciários.















