São Paulo

12/7/2013 às 00h30 (Atualizado em 12/7/2013 às 16h26)

Não acredito em crime passional, diz pai de MC Daleste sobre morte de funkeiro

Amigos do cantor contaram que ele era casado e não teria se envolvido com outra mulher

Do R7

Polícia Civil de Campinas investiga morte de cantor de funk Reprodução/Facebook

Rolland Ribeiro, pai de Daniel Pellegrini, o MC Daleste, afirmou que não acredita na hipótese de crime passional na morte do filho. O funkeiro, de 20 anos, foi assassinado com um tiro no último sábado (6), durante um show em Campinas.

— Não acredito [em crime passional], ele tem a mulher dele, estava bem com ela, muito bem.

MC Daleste foi atingido por um tiro no abdome, cerca de dez minutos após o início da apresentação. Ele participava de uma quermesse num condomínio da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no bairro San Martin, periferia de Campinas, quando foi morto, às 22h40 do sábado.

A Polícia Civil de Campinas trabalha com a hipótese de vingança por crime passional ou desavença com rivais ou contratantes. O delegado de Homicídios de Campinas descartou uma inimizade com os organizadores do evento em Campinas como uma possível motivação do crime.

Anderson de Souza, amigo de Daleste, também afirmou que não acredita em crime passional, porque o funkeiro sempre foi fiel à mulher. Souza disse ainda que não acredita nos boatos de que o crime pode ter relação com a Polícia Militar — quando era mais novo, MC Daleste escreveu músicas que faziam apologia à morte de policiais.

— Nunca teve problema com polícia, são boatos que as pessoas falam. E falar que ele se envolveu com mulher é mentira. Ele é casado. Eu sou amigo dele e afirmo que ele nunca se envolveu com mulher de ninguém. Ele sempre foi fiel à mulher dele.

Inveja e motivo banal

Os amigos e pai de MC Daleste afirmaram que desconheciam qualquer briga ou desavença que o cantor poderia estar envolvido. Todos afirmaram que ele deve ter sido vítima de inveja. Bio G3 afirmou que o sentimento de inveja deveria ser maior por ele ser um artista.

— A revolta de alguém pode ter chegado a esse ponto. É uma coisa muito covarde [o crime]. O motivo deve ser muito banal.

O amigo e colega de trabalho DJ André, de 20 anos, concorda.

— Não sei se foi inveja. Ele não tinha treta com ninguém. Ele falava com todo mundo, ele tratava o morador de rua como trata qualquer pessoa, tratava do mesmo jeito todo mundo.

André estava no palco quando o cantor foi atingido pelo tiro. Ele conta que ficou "em estado de choque".

— O momento mais duro pra mim foi quando o pessoal começou a cantar no caixão dele e ele lá parado. Pra mim, ele ia cantar. Ele gostava muito de cantar.

Assista ao vídeo:
 

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