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Nível do Cantareira chega aos 23,6% após nova queda

Volumes do Sistema Alto Tietê e da represa do Guarapiranga também caíram

São Paulo|Do R7

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Em 2013, Cantareira operava com 58,2% de sua capacidade
Em 2013, Cantareira operava com 58,2% de sua capacidade

O volume de água dos reservatórios do Sistema Cantareira registrou nova queda, de 0,1% ,e passa a operar, nesta quarta-feira (11), com 23,6% de sua capacidade, segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). No mesmo período em 2013, o volume era de 58,2%.

Os outros mananciais controlados pela Sabesp também apresentaram redução. O Sistema Alto Tietê passou de 29,4% para 29,3%.


Já a represa do Guarapiranga, que chegou a aumentar o seu nível devido às chuvas ocorridas na zona sul da capital, no começo desta semana, atestou uma diminuição de seu nível nesta terça. O reservatório opera atualmente com 74,7% de sua capacidade.

Cinquenta dias após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar a cobrança de multa para quem aumentar o consumo de água na Grande São Paulo, por causa da crise no Sistema Cantareira, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, disse na última segunda-feira (9) que ainda desconhece a "eficácia" da medida.


— Nós não temos ainda uma avaliação da eficácia da multa para a diminuição do consumo. Então, ainda não temos data.

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Responsáveis por cerca de 80% da capacidade máxima do Sistema Cantareira, as represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, atingiram na terça-feira (3) o limite mínimo de captação de água por gravidade (método que não utiliza nenhum equipamento para puxar água) pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), ou seja, 0% do volume útil armazenado.

Isso significa que, a partir de agora, a retirada de água dos dois principais reservatórios do Cantareira só pode ser feita através do bombeamento do "volume morto".


Segundo estimativa divulgada pela Sabesp no dia 2, a reserva do Sistema Cantareira pode acabar em outubro. O cálculo considera uma retirada média de 21,2 mil litros de água por segundo nos próximos meses e uma vazão afluente (água que chega aos reservatórios) equivalente a 50% da mínima histórica no período.

Neste cenário, a capacidade atual da represa não dura até o fim de novembro, prazo definido como horizonte do plano emergencial.

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