Nível do Sistema Cantareira chega a 7,4% após nova queda
Sistemas Alto Tietê, Cotia e Guarapiranga também apresentaram diminuição no volume
São Paulo|Do R7

O reservatório do Sistema Cantareira atingiu o índice de 7,4% nesta quinta-feira (25), o mais baixo desde que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) incorporou o volume morto ao sistema que abastece milhares de pessoas em São Paulo. Já as outras represas também tiveram seus respectivos volumes alterados. O Sistema Alto Tietê também registrou queda de 0,2% e chegou aos 12,1% de capacidade. A represa do Guarapiranga apresentou queda de 0,4% e agora opera com 52,1%. O Sistema Alto de Cotia caiu para 35,3%.
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A reserva estratégica começou a ser utilizada no dia 16 de maio deste ano, quando o nível do Cantareira estava em 8,2%. Com a adição do volume morto [que incorporou 18,5% sobre o volume total do sistema de 982,07 bilhões de litros], a quantidade de água do reservatório havia subido para 26,7%.
Na última segunda-feira, a Sabesp anunciou que a nova cota do volume morto ampliará em 10,7 pontos percentuais o nível da Cantareira. Com isso, o reservatório contará com mais 106 bilhões de litros. De acordo com nota da Sabesp, "a obra já foi autorizada pelos órgãos reguladores, já está pronta e somente será utilizada se houver necessidade".
Em setembro, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) estima que a chuva ficará dentro da média esperada, de 67,6 mm. Mesmo assim, como o mês é considerado de estiagem, as chuvas não devem aumentar muito o nível dos reservatórios que abastecem a cidade de São Paulo e região.
Diante do agravamento da crise da água em São Paulo, a gestão Fernando Haddad (PT) vai contratar uma empresa para perfurar poços artesianos na cidade em caso de "emergência". A ideia é construir uma fonte alternativa de abastecimento por cada uma das 32 subprefeituras da capital para suprir uma possível falta de água em equipamentos públicos essenciais, como creches e hospitais.













