São Paulo

20/1/2013 às 22h31 (Atualizado em 20/1/2013 às 22h31)

Para polícia, suspeito de matar professor pode ter mentido em depoimento

Delegada não acredita que versão de suspeito seja totalmente verdadeira

Do Domingo Espetacular

O suspeito de matar o professor Edivaldo dos Santos Dantas, de 45 anos, que  desapareceu no dia 28 de dezembro e foi encontrado na zona sul de São Paulo no dia 15 de janeiro, não teria falado toda a verdade sobre o caso para a polícia. Giselle Ielo, delegada do caso, acredita que Marion Machado Silveira mente.

— Ele é bem mentiroso. Ele é um homem violento, tem um histórico violento

No último dia 15, Marion  levou a polícia até o lugar onde estava o corpo do professor. Em depoimento, o suspeito confessou a participação no crime, mas negou que tenha matado Edivaldo. Para Giselle, Marion premeditou tudo.

De acordo com o depoimento de Marion, ele e um comparsa, ainda não identificado pela polícia, levaram o professor, em seu carro, para uma rua sem saída na zona sul de São Paulo. Marion disse que ficou dentro do veiculo pra iluminar uma tubulação.

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Ele disse, ainda, que o comparsa teria levado a vítima com as mãos amarradas para a tubulação e obrigado o professor a passar para o outro lado do muro. Segundo Marion, seu comparsa matou Edivaldo a facadas. No entanto, Elizabete Sato, diretora do DHPP, disse que ainda não é possível identificar a causa da morte do professor.

— Ele fala que ele foi morto a faca, mas em razão do estado adiantado de putrefação da vitima só dá pra saber após a necropsia.

O resultado dos exames deve sair nos próximos dias. Giselle desconfia da versão de Marion.

— A polícia acredita que se teve o Marion, o Marion matou  e se teve um comparsa, ambos mataram. Ambos ali estavam realizando o crime.

Além dessa informação, Giselle acredita que o suspeito também mentiu em relação ao tempo que conhecia Edivaldo. Em depoimento, ele disse que conheceu o professor há 8 meses, mas  

— No entanto, nós temos alguns depoimentos de testemunhas aqui que alegam que não e dizem que já em 2008 Marion frequentava o apartamento do professor.

Marinalva, irmã da vítima, confirma que Marion já tinha ido a reuniões da família com Edivaldo. O pai, Vicente, lembra que chegou até a conversar com o criminoso.

Marion tem 37 anos, é usuário de drogas, tem 26 passagens pela policia e uma longa ficha que inclui furto, roubo, sequestro e cárcere privado, todos crimes cometidos no Rio grande do Sul, onde ele nasceu. Marion já ficou preso e tem antecedentes de violência doméstica.

Ele está preso no 77 Distrito Policial, no centro de São Paulo. Ele continua negando a autoria do crime e não recebeu a visita nem de advogado nem dos familiares. 

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