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Pedestres viram alvo de criminosos em ruas próximas ao “Ladeirão do Morumbi”

Há cerca de dois meses, motoristas presos no trânsito costumavam ser vítimas dos assaltantes

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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"Ladeirão" é um dos acessos mais usados entre a marginal Pinheiros e a avenida Giovanni Gronchi
"Ladeirão" é um dos acessos mais usados entre a marginal Pinheiros e a avenida Giovanni Gronchi

O medo está presente na rotina de quem trabalha no entorno da rua Doutor Francisco Tomás de Carvalho, mais conhecida como “Ladeirão do Morumbi”. Pessoas ouvidas pela reportagem do R7, e que por questões de segurança não quiseram ter seus nomes divulgados, relatam que casos de assaltos a pedestres são diários.

A funcionária de um supermercado na avenida Giovanni Gronchi conta que uma mulher que também trabalha no estabelecimento foi ferida em um roubo, há cerca de duas semanas.


— Uma menina foi esfaqueada na mão em um assalto, funcionária daqui. Eram umas 6h30, ela estava vindo trabalhar. Levou mais de 12 pontos. [...] Meu horário é intermediário, Deus me livre sair daqui tarde da noite, eu acho muito perigoso

Nesta semana, três jovens que trabalham em um restaurante próximo também foram vítimas de roubo por criminosos armados. Segundo a gerente do local, após o fato, a rotina de todos mudou na hora de voltar para casa.


— Eu já tive três funcionárias assaltadas só esta semana. Elas estavam indo embora, porque a gente sai um pouco mais tarde, por volta de meia-noite. Agora estamos saindo todos juntos, levamos as meninas e depois vamos para o ponto de ônibus. A situação é péssima, é horrível.

Dois rapazes que trabalham em uma clínica já foram alvo de duas tentativas de assalto. Segundo o chefe deles, é um grupo que age nas imediações.


— Tem dois funcionários nossos que chegam aqui no ponto de ônibus umas 5h30. Por duas vezes, eles já tiveram que vir correndo de lá porque quase foram assaltados.

O que você acha que deve ser feito para resolver o problema do "Ladeirão do Morumbi"? Dê sua opinião


Motoristas

Até fevereiro deste ano, as principais vítimas de assalto costumavam ser os motoristas, na maioria das vezes presos no trânsito. Após a morte de um policial federal na frente da família, no “ladeirão”, a PM pediu que a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) tornasse um trecho da rua apenas de mão única. O policiamento também foi reforçado. Após isso, moradores e comerciantes dizem que diminuíram os roubos no trânsito.

O delegado responsável pela área, Antonio Sucupira Neto, informou por meio de nota que está concluindo um diagnóstico dos crimes contra o patrimônio na região. No primeiro trimestre deste ano, os roubos tiveram aumento de 74,6%, em relação ao mesmo período de 2013.

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