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Polícias do Rio de e São Paulo vão unificar formas de atuação contra vandalismo em manifestações

Estados devem criar grupos para implementar ações contra abusos e punir infratores

São Paulo|Carolina Martins, do R7, em Brasília

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O governo federal orientou os dois Estados que mais sofrem com ações de violência durante manifestações populares, Rio de Janeiro e São Paulo, a unificarem o padrão de atuação das polícias no combate ao vandalismo. Além disso, os governos estaduais deverão criar grupos específicos, direcionados a coibir a violência e punir os infratores que forem identificados cometendo abusos.

A recomendação partiu do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, nesta quinta-feira (31), durante reunião com os secretários de segurança de São Paulo, Fernando Grella, e do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. O encontro foi agendado depois do protesto na rodovia Fernão Dias, em São Paulo, que acabou com 90 pessoas presas, caminhões e ônibus incendiados.


De acordo com Cardozo, os dois Estados são os que mais sofrem com ações de grupos organizados que promovem destruição de bens públicos e particulares, além de saques a comércio e perturbação da ordem pública.

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O ministro acredita que Rio e São Paulo precisam unificar as ações para que se crie um padrão e a sociedade saiba exatamente como a polícia deve agir nesses casos.

— Vamos buscar um entendimento de unificar esses protocolos para que possamos passar para a sociedade a maneira pela qual as autoridades policiais atuam sob regras. [...] A nossa ideia é que os comandantes das polícias militares do Rio e de São Paulo, em conjunto conosco do Ministério da Justiça, possam, trocando essas experiências, fazer um protocolo unificado que dará visibilidade à sociedade sobre a forma pela qual a polícia deverá se comportar.


Grupo de ação

Além de padronizar as ações das forças policiais, o Ministério da Justiça quer que cada Estado crie um grupo, com delegados e integrantes do Ministério Público, direcionado para prevenir ações de vandalismo e também punir os infratores que forem identificados.


Segundo Cardozo, a sugestão é para garantir que as manifestações possam acontecer, mas sem permitir os crimes.

— A recomendação é que se criem grupos operacionais na perspectiva de elaborar adequadamente ações de garantia das manifestações e também, ao mesmo tempo, de sanção a eventual infratores. É fundamental que se faça a distinção entre a liberdade de manifestação e atos de ofensa à lei.

Além dos grupos estaduais, também serão criados grupos de inteligência para monitorar os movimentos que promovem vandalismo durante as manifestações que ocorrem no País. A ideia é unir corporações como a PF (Polícia Federa), a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e até a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para monitorar as pessoas que agem com abuso e violência durante os protestos.

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