Protesto contra governador tem 20 detidos: cinco ficam presos
Quatro rapazes e uma moça foram autuados por danos ao patrimônio e desacato
São Paulo|Do R7, com Agência Record
O número de detidos durante protesto contra o governador Geraldo Alckmin, nesta terça-feira (30), subiu para 20, segundo a Polícia Militar.
O R7 apurou que cinco teriam depredado uma viatura da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e que os demais foram conduzidos à delegacia para averiguação. O grupo foi levado para o 14°Distrito Policial (Pinheiros).
Ainda conforme a assessoria da corporação, 15 pessoas foram detidas pelo policiamento da área e cinco, pela Rota. Entre elas, há duas mulheres.
Quatro rapazes com idades entre 19 e 31 anos e uma garota de 19 anos foram autuados em flagrante no 14º DP por dano ao patrimônio, formação de quadrilha, desacato e resistência à prisão.
Segundo o delegado Gilmar Contrera, os outros 15 detidos foram ouvidos e liberados. A Polícia Civil vai usar imagens feitas por câmeras de segurança para identificar mais autores das depredações.
Os quatro rapazes presos foram transferidos para o 91º DP (Vila Leopoldina) e a garota, para o 89º DP (Portal do Morumbi). O grupo deve ser transferido para algum CDP (Centro de Detenção Provisória) nesta quarta-feira (31).
Pouco antes das 20h, manifestantes depredaram uma agência bancária e jogaram pedras em ao menos duas lojas na avenida Rebouças. Além disso, ônibus foram pichados. A PM usou bombas de gás lacrimogênio e de efeito moral para dispersar os envolvidos no protesto. Conforme estimativa da Polícia Militar, cerca de 300 participam do ato.
O protesto
No Facebook, os organizadores do protesto alegam que o evento já tinha milhares de pessoas confirmadas, mas foi censurado e a página, excluída. Outros três eventos foram criados na rede social, ambos com o convite para a manifestação desta terça-feira.
A concentração aconteceu às 18h, no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Em nota divulgada mais cedo pela SSP (Secretaria de Segurança Pública), foi destacado que a PM "respeita o direito à livre manifestação" e que estaria presente "para dar segurança aos cidadãos pacíficos". Informou ainda que agiria "com a energia necessária para evitar atos criminosos".
O texto dizia ainda que a convocação para a manifestação estva sendo feita "pelo mesmo grupo que promoveu atos de vandalismo na última sexta-feira (26), na avenida Paulista".















