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Queixas de vazamento de gás em condomínio interditado em SP começaram em abril, diz morador

Cerca de 300 famílias tiveram que sair de casa por volta das 14h de terça-feira

São Paulo|Fernando Mellis, do R7

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O comerciante Nivaldo Alves Meira, morador do condomínio Iguape, em Artur Alvim, na zona leste de São Paulo, falou que ele e outras pessoas que residem no conjunto já haviam se queixado sobre um vazamento de gás no imóvel, que é da Caixa Econômica Federal e foi entregue em janeiro deste ano, por meio do programa Minha Casa Minha Vida. O risco de explosão fez com que os 15 blocos fossem interditados por volta das 14h de terça-feira (24), deixando cerca de 300 famílias na rua.

Meira mudou-se em janeiro ao apartamento e contou que há cinco meses foram feitas reclamações sobre o forte cheiro de gás.


— Nós estamos reclamando de vazamento de gás desde abril. Foi avisada a Caixa Econômica, a construtora, a Defensoria Pública, a empresa que cuida do gás, a Ultragaz, e ninguém tomou providência. Aí hoje interditaram o condomínio e todos os moradores tinham que ir para albergue ou ficar na rua.

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) fez uma medição no começo da tarde, a pedido do Corpo de Bombeiros, e constatou alta concentração de GLP (gás liquefeito de petróleo), o gás de cozinha, nas galerias subterrâneas do conjunto, com risco de explosão. A Subprefeitura de Itaquera e técnicos da Defesa Civil estiveram no local e retiraram os moradores dos apartamentos.


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Um grupo fechou os dois sentidos da avenida Itaquera, na altura do número 1.888, por volta das 17h30 e permanecia bloqueando a via até o fim da noite. Segundo Nivaldo, a maior parte das famílias ficou na rua, com crianças de colo, idosos e sem qualquer assistência.

A subprefeitura informou que os trabalhos devem se estender durante esta madrugada e, mesmo assim, não há previsão para a liberação do condomínio. A Secretaria Municipal de Habitação disse, em nota, que o vazamento foi controlado e que não há mais risco de explosão.

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