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Tabela de tarefas mostra rigidez de mãe com filhas assassinadas no Butantã

Lista de atividades domésticas e castigos ficava na geladeira da casa da família

São Paulo|Ana Ignacio, do R7

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Lista de tarefas ficava na geladeira da casa da família
Lista de tarefas ficava na geladeira da casa da família

Mary Vieira Knorr, de 53 anos, suspeita de matar as duas filhas adolescentes, de 13 e 14 anos, no bairro do Butantã, em São Paulo, fazia uma tabela de tarefas domésticas a serem realizadas pelas garotas e listava castigos para as meninas. A tabela ficava na geladeira da casa da família. Em um dos dias, por exemplo, é possível ver que Giovanna e Paola tinham que arrumar o quarto e limpar a casa. Caso contrário, elas ficariam sem sair e sem entrar no Facebook e usar o celular.

De acordo com Gilmar Contrera, delegado titular do 14º Distrito Policial, onde o caso é investigado, não houve relatos de má convivência de Mary com as filhas. Segundo outros dois filhos da corretora de imóveis, Eliane Carvalho, 31 anos, e Leon Carvalho, 27 anos, a relação da família era boa.


— Não relataram briga, mas pelos bilhetes que ela deixava na geladeira com punições e atividades, parece que ela era rígida. Ela tentava estabelecer regras rígidas para as filhas.

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A polícia indiciou Mary por duplo homicídio simples e desconfiança que a mãe tenha dopado as filhas. Exames irão indicar a causa da morte das jovens. Ainda de acordo com Contrera, há indícios de que tenha ocorrido um surto no momento do crime.


— Nada está descartado, mas temos um caso de suposto surto psicótico. Se a pessoa surta, ela pode agarrar e matar as filhas. Depois, caindo em si, tenta se matar. É uma característica de casos de surto.

Mary foi encontrada pelos dois filhos mais velhos. Os dois chegaram a casa e sentiram forte cheiro de gás. Segundo o delegado, é provável que a mãe estava tentando se matar dessa forma, mas foi impedida pela chegada dos filhos.


Eliane falava com a mãe todos os dias e disse para a polícia que não notou nenhum comportamento estranho em Mary na quinta-feira (12), quando se encontraram. No entanto, sem conseguir falar com ela na sexta-feira (13), Eliane e Leon resolveram ir até a casa dela no sábado (14). 

Mary está internada no HU (Hospital Universitário) da USP e deve ser ouvida pela polícia ainda nesta semana.

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